O grupo de contacto para a Venezuela terá a sua primeira reunião em Montevideo a 7 de fevereiro

A União Europeia e o Uruguai serão os anfitriões da primeira reunião do grupo internacional de contacto sobre a Venezuela, que terá lugar no dia 7 de fevereiro em Montevideo.

O grupo de contacto para a Venezuela terá a sua primeira reunião em Montevideo a 7 de fevereiro

A primeira reunião do grupo de contacto internacional para a Venezuela, criado pela União Europeia, terá lugar em Montevideo – a capital do Uruguai – no próximo dia 7 de fevereiro.

Federica Mogherini, a alta representante da União Europeia para as Relações Exteriores e Política de Segurança, e o presidente uruguaio Tabaré Vázquez, anunciaram que o grupo de contacto internacional para a Venezuela se reunirá pela primeira vez para discutir a crise na Venezuela, no dia 7 de fevereiro na capital uruguaia de Montevideo.

No dia 31 de janeiro, Mogherini anunciou que os estados membros da União Europeia e alguns países da América Latina decidiram criar um grupo de contacto internacinal para a Venezuela, com o objetivo de criar as condições necessárias para a realização de novas eleições no país.

O grupo é composto pela França, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda, Portugal, Suécia, Reino Unido, Equador, Costa Rica, Bolívia e Uruguai.   

As manifestações organizadas por opositores e apoiantes do regime de Maduro no passado dia 23 de janeiro, uma quarta feira, motivaram grandes desenvolvimentos tanto na Venezuela como em toda a região.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamou-se nesse dia “presidente interino da Venezuela” durante uma manifestação da oposição em Caracas. De imediato, alguns países  reconheceram Guaidó, com os Estados Unidos à cabeça. Entre os outros países que também reconheceram Guaidó incluem-se a Austrália,, o Canadá, a Colômbia, o Peru, o Equador, o Paraguai, o Brasil, o Chile, o Panamá, a Argentina, a Costa Rica e a Guatemala.

Do lado oposto, a Turquia, o México, a Rússia, Cuba, a China e a Bolívia reiteraram o seu apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro, quando Maduro anunciou a sua decisão de romper relações diplmáticas e políticas com o Estados Unidos, assegurando no entanto que continuariam as relações comerciais.

No mais recente desenvolvimento desta crise, os Estados Unidos decidiram impor sanções contra a Empresa Estatal de Petróleos da Venezuela (PDVSA) e anunciaram que os ativos financeiros da Venezuela nos Estados Unidos passarão a ser entregues à gestão de Juan Guaidó.



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