Partido das FARC critica suposta perda de carta enviada para os EUA sobre o caso Santrich

O partido político lamenta que possa ser um ato de obstrução da justiça pelo governo colombiano

Partido das FARC critica suposta perda de carta enviada para os EUA sobre o caso Santrich

A liderança do partido das FARC criticou a suposta perda da carta enviada pelas autoridades colombianas para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em que foi solicitada evidência para apoiar o pedido de extradição contra o ex-líder da guerrilha Seuxis Paucias Hernandez, conhecido como Jesus Santrich.

Estes testes foram exigidos pela Jurisdição Especial para a Paz (JEC) em outubro passado, a fim de determinar com precisão a data do suposto ato de tráfico de drogas em que havia incorrido Santrich, para o qual ele foi preso em abril 2018.

Através de um comunicado de imprensa, o Conselho Nacional de Política da FARC descreveu como "inaceitável sob todos os pontos de vista" a mencionada carta que "nunca chegou ao seu destino."

"Nós não queremos pensar que este seja um ato de obstrução da justiça por parte das autoridades do governo nacional", advertiram as diretrizes do partido, dizendo que o que aconteceu, "é claro que visam ampliar as ações de descrédito da JEP, colocar pressão indevida sobre esta jurisdição e colocar em questão as definições que estão prestes a ser produzidas por ela.

"A comunidade apontou que o governo, especialmente o ministro da Justiça Maria Borrero Gloria "deve assumir total responsabilidade" pelo que aconteceu, mesmo sabendo a importância do caso em que deve falhar a JEC.

Borrero afirmou em uma entrevista de rádio que o documento foi enviado por correio registrado através da empresa de mensagens 4-72 e que foi extraviado no Panamá.



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