A Cimeira Turquia - UE

A Economia Política, um programa do Prof. Dr. Erdal Tanas Karagol.

A Cimeira Turquia - UE

No início desta semana, um dos temas mais importantes no centro da agenda da Turquia foi a Cúpula União Europeia-Turquia realizada na cidade de Varna, na Bulgária. Esta cúpula teve como tema principal a dimensão das relações entre a Turquia-UE, compreendeu o desenvolvimento das relações e seu cenário no futuro, considerando também a Turquia como um parceiro estratégico nas relações econômicas da União Europeia.

Apresentamos a seguir a análise do Professor Dr. Erdal Tanas Karagöl, do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas, da Universidade Yildirim Beyazit. 

A Cúpula Turquia-UE realizada em Varna, teve como temas principais da agenda o requerimento de asilos, a luta contra o terrorismo, a liberalização de vistos, a questão do Chipre e a União Aduaneira. Em primeiro lugar, foi discutido o tema do requerimento de asilos. Como é conhecido, a Turquia tem sido um país que não só cumpriu, mas excedeu as suas responsabilidades em relação a este assunto, mostrando uma atitude humanitária desde o início.

No entanto, o fato dos 6 mil milhões de euros prometidos pela UE e a primeira parcela de 3 mil milhões de euros ainda não terem sido pagos pela mesma, indica que a UE não cumpre plenamente as suas responsabilidades para com os requerentes de asilo. Na Cúpula de Varna, a Turquia, ao afirmar claramente os seus pontos de vista sobre esta questão, chamou a atenção para o tempo necessário para que a UE cumpra as responsabilidades assumidas pelos requerentes de asilo.

Se, por outro lado, apontarmos para a questão da atualização da União Aduaneira com a Turquia, haverá progressos significativos em termos de integração da economia da UE e do comércio entre a UE-Turquia, o que dará um forte impulso ao potencial de aprofundamento da União Aduaneira, o que é uma questão extremamente importante para ambos os lados.

Como é sabido, a Turquia constitui uma das zonas de parceria comercial estratégica mais importantes da UE. Portanto, a fim de aumentar ainda mais o volume de comércio existente, a União Aduaneira deve continuar a partir do ponto em que foi parada e os trabalhos devem ser concluídos. Esta situação tornou-se crucial para a economia da Turquia, particularmente devido a um possível acordo de livre comércio a ser assinado com os outros países da UE.

Enquanto isso, outra parceria nas relações entre a Turquia-UE está no setor energético. Em fevereiro passado houve uma tensão nas relações entre a Turquia e os cipriotas gregos. O Chipre grego manteve-se na sombra da agenda por um longo tempo e a parte grega e a Grécia tentaram retirar-se para diferentes caminhos.

Entretanto, revelou-se que o Chipre turco e a Turquia, opõem-se abertamente as atividades da administração cipriota grega na ilha que são contrárias ao direito internacional. O Chipre turco tem de ser levado em conta na região em termos de recursos energéticos, e é um ator importante em cada tomada de decisão e na partilha de recursos energéticos na região, além de deter o direito de pesquisa e defesa.

Neste contexto de garantir a segurança do fornecimento energético na região do Mediterrâneo Oriental, o que foi expressado mais uma vez em Varna, não pode ser ignorado o papel de ator protagonista da Turquia na região em termos de geopolítica.

De fato, o ponto crucial é que, para além da resolução da questão cipriota no Mediterrâneo Oriental, a parte cipriota grega e os funcionários da UE estão a fazer a sua parte para garantir que a distribuição dos recursos energéticos seja justa.

Finalmente, é importante não esquecer as questões da liberalização de vistos e a luta contra o terrorismo, que mais chamam a atenção no âmbito da Cúpula. Por parte da UE no trabalho de liberalização de vistos, um momento antes da sua conclusão, é dito ser de importância crucial para o fortalecimento das relações bilaterais em termos de segurança da Europa a política da Turquia no combate ao terrorismo.

Como resultado, a Cúpula Turquia-UE realizada em Varna, demonstrou mais uma vez a importância do diálogo nas relações e com a possibilidade de mais um encontro na agenda até o final de junho, sinalizando a continuação dos contatos bilaterais.

Esta foi a análise do Professor Dr. Erdal Tanas Karagöl, do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas, da Universidade Yildirim Beyazit



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