Macri acredita que "nunca" esteve "tão perto" de alcançar um acordo entre a UE e Mercosul

"Estamos colocando tudo do nosso lado, tenho certeza de que a Espanha também, e tenho bem fundamentado o otimismo de que chegaremos a esse acordo", observou Macri na reunião "Espanha-Argentina, Argentina-Espanha".

Macri acredita que "nunca" esteve "tão perto" de alcançar um acordo entre a UE e Mercosul

O presidente argentino, Mauricio Macri, considerou hoje, em uma cerimônia em Buenos Aires com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que "nunca" esteve "tão próximo" como agora para fechar um acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e do Mercado Comum do Sul.

"Estamos fazendo tudo da nossa parte, tenho certeza de que também estou na Espanha e tenho bem fundamentado o otimismo de que chegaremos a esse acordo", observou Macri na reunião "Espanha-Argentina, Argentina-Espanha", com a presença de empresários argentinos e espanhóis, bem como altos representantes dos governos dos dois países.

Macri, referindo-se às já extensas negociações comerciais entre União Europeia e Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), disse que "nunca" esteve "tão próximo" de "algo tão importante e positivo para ambas as regiões".

"Embora este tipo de acordo implique algumas concessões específicas, a experiência mostra que os benefícios superam em muito os custos em termos de crescimento e bem-estar", disse o primeiro-ministro espanhol.

A UE e o Mercosul assinaram um acordo-quadro de cooperação inter-regional em 1995 para alcançar um Acordo de Associação estratégica entre as duas regiões, que entrou em vigor em 1999, embora as negociações tenham começado formalmente em Buenos Aires em abril de 2000, estão paradas por vários anos.

Ambos os blocos coincidem em apontar que nos últimos meses houve mais progresso do que na década anterior.

O governo espanhol espera alcançar o acordo e acredita que é um bom momento para isso, com governos na Argentina e no Brasil propensos a se tornarem realidade.

Além disso, considera que alguns países europeus que poderiam ser mais reticentes já estão interpretando este acordo como uma oportunidade diante da atitude do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com seus obstáculos ao livre comércio. EFE



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