Holanda: discriminação contra os estrangeiros

A descriminação atinge mais as pessoas oriundas do Médio Oriente, África e América Latina.

Holanda: discriminação contra os estrangeiros

Na Holanda, os estrangeiros continuam a ser discriminados na sua procura por emprego.

Chegou-se à conclusão de que as empresas não escolhem turcos, pessoas de ascendência marroquinas, nem cidadãos holandeses oriundos do Caribe.

No âmbito desta investigação, foram realizadas 4 mil procuras de emprego, por parte de pessoas com nomes de origem imigrante, junto de empresas em várias áreas de atuação.

Nos pedidos de emprego, foram usados nomes de 35 raízes étnicas, por parte de pessoas com 23-25 anos, com um bom nível de educação e cidadania holandesa.

As conclusões do estudo indicam que pessoas de origem estrangeira têm 30% menos oportunidades de lhes ser oferecido um emprego.

A descriminação atinge mais as pessoas oriundas do Médio Oriente, África e América Latina.

O estudo permitiu também concluir que os imigrantes de origem ocidental têm 20% mais hipóteses de ser contratados, do que os imigrantes não ocidentais.

Chamou também a atenção o facto das notas da licenciatura ou a inclusão de competências extra no CV, não serem soluções para a discriminação.

ATelevisão Pública Estatal da Holanda, num programa emitido no passado mês de janeiro, havia indicado que metade dos escritórios excluem das ações de emprego os turcos, as pessoas de origem marroquina e do Suriname, a pedido dos gestores das empresas.



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