Ömer Çelik: "Política e diplomacia não são lugares para julgar a história"

"A política tradicional seguida pelo Partido Democrata e pelos Republicanos nos Estados Unidos sobre os eventos de 1915 foi abandonada pela primeira vez por um presidente americano", disse o porta-voz do Partido, AK.

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Ömer Çelik: "Política e diplomacia não são lugares para julgar a história"

O porta-voz do Partido da Justiça e Desenvolvimento (Partido AK), Ömer Çelik, compareceu perante a mídia na terça-feira durante a sessão da Decisão Central e do Conselho Executivo, presidida pelo Presidente da Turquia e líder do Partido AK, Recep Tayyip Erdogan.

“Jamais aceitaremos que o termo 'genocídio' seja usado para se referir ao nosso povo, ao nosso estado e à nossa história. Expressamos que condenamos categoricamente aqueles que o falam. É uma abordagem que sempre repudiaremos. Uma abordagem irresponsável, sem base legal e sem qualquer fundamento histórico”, disse o porta-voz referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden , que descreveu os acontecimentos de 1915 como 'genocídio'.

"A política tradicional seguida tanto pelo Partido Democrata quanto pelos Republicanos nos EUA em relação aos eventos de 1915 foi abandonada pela primeira vez por um presidente americano", disse o porta-voz do Partido AK.

Ömer Çelik acrescentou que se enfrenta uma situação que nada tem a ver com os dados históricos, nem com as bases legais, e que essas políticas se tornaram totalmente reféns nas mãos dos fanáticos grupos de interesses armênios da diáspora que “detêm o a política da Armênia e a política de muitos estados como reféns."

“É a primeira vez que vemos um presidente americano se rendendo a um grupo tão fanático”, frisou.

O porta-voz do partido no poder especificou que "política e diplomacia não são lugares para julgar a história".

“Transformar a história em um fardo é um fenômeno bastante simples que não exige nenhum esforço. Aqui vemos que infelizmente estamos diante de uma perspectiva muito estreita que decorre da razão de ser da política e da diplomacia”.

Çelik esclareceu que a Turquia é sensível em relação ao assunto e que desde 1950 é um país signatário da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, que data de 1948.

“Afirmou-se de forma clara e evidente que não há conteúdo e consequência que pudesse ser classificada como genocídio nos acontecimentos de 1915”, deixou claro.



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