Çavusoglu critica os países islâmicos que não defendem a causa de Jerusalém

“Nos últimos dois anos, fomos testemunhas da cobardia destes países membros na hora de tomar decisões com maioria esmagadora contra os Estados Unidos e Israel” – afirmou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros.

Çavusoglu critica os países islâmicos que não defendem a causa de Jerusalém

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Çasusoglu, reagiu contra os países islâmicos que não defendem de forma adequada a causa de Jerusalém.

Durante uma ronda de contactos em Hatay, o ministro turco disse que o país que mais defende a causa de Jerusalém é a Turquia.

“Outros países islâmicos abstêm-se quando se trata dos Estados Unidos ou de Israel. Além disso, há também países que fazem pressão sobre os palestinianos para que eles não levantem a sua voz. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas da cobardia destes países membros na hora de tomar decisões com maioria esmagadora contra os Estados Unidos e Israel, tanto nas cimeiras islâmicas como no Conselho Gerald das Nações Unidas. Atualmente, estes países não são independentes. Mas nós continuamos a ser. Nós tomamos as nossas própas decisões” – afirmou Çavusoglu, que também falou sobre a necessidade de mais integração com o mundo.

“Já temos 242 delegações em todo o mundo. A nossa bandeira é hasteada por todo o lado. Somos o país no 5º lugar em termos do número de representações internacionais. A Turquia é o primeiro país do mundo em termos do volume de ajuda humanitária oferecida, não de forma relativa, tendo em conta o nosso rendimento nacional, mas sim em valor absoluto. Há dois anos, já estávamos à frente em termos do rendimento nacional e em segundo em termos de valor absoluto. Agora somos o primeiro país do mundo também em número” – esclareceu o ministro.

Çavusoglu falou também sobre os esforços para ser alcançada uma solução permanente para a Síria: “Oxalá consigamos purgar o leste do Rio Eufrates dos terroristas. Temos que o fazer. Não há outra alternativa”.

Relativamente às pressões que estão ser aplicadas sobre o Irão, o chefe da diplomacia turca disse que é perigoso encostar o Irão a um canto. Continuaremos a apoiar o Irão”.

De volta à questão de Jerusalém, Çavusoglu garantiu que “a manutenção do estatuto histórico e jurídico de Jerusalém é uma das prioridades da nossa política externa. É para nós uma causa sagrada. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para chamar a atenção da comunidade internacional para a injustiça em Jerusalém”.



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