Turquia protesta veementemente contra a atitude da Mongólia

Os meios de comunicação da Mongólia disseram que elementos dos serviços secretos da Turquia tentaram sequestrar o diretor de uma escola turca em Ulan Bator, supostamente com ligações à FETO.

Turquia protesta veementemente contra a atitude da Mongólia

Questionado sobre a estrutura do grupo terrorista FETO na Mongólia - responsável pela falhada tentativa de golpe de estado na Turquia de 15 de julho de 2 016 - o porta voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hami Aksoy, disse que esse grupo terrorista representa uma ameaça para a segurança nacional da Mongólia, onde o grupo tem atualmente uma ampla presença.

“A forte preocupação sobre este assunto está a ser continuamente transmitida às autoridades da Mongólia. A nossa justa expetativa é de que os membros da FETO sejam trazidos perante a justiça, mas a responsabilidade dos passos a dar nesta questão pertence ao governo da Mongólia” – afirmou Aksoy.

O porta voz acrescentou que a Turquia não é um país que se intrometa nas questões de segurança de outros países:

“Estamos fortemente incomodados com a forma como foi apresentada a situação da passada sexta feira, como tendo sido uma operação de sequestro. Isso é totalmente falso e recusamos essa acusação. O embaixador da Mongólia em Ancara foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para explicar este assunto e para que nós pudessemo protestar contra a forma como as autoridades mongóis trataram este caso”.

Aksoy disse ainda que “a campanha suja levada a cabo pela FETO na Mongólia, deve ser percebida como um sinal de alarme para revelar a capacidade deste grupo em fabricar mentiras, manipular e influir na opinião pública. Esperamos que as autoridades mongóis tomem os passos necessários contra este grupo terrorista e as suas ramificações na Mongólia”.

O que se passou na sexta-feira?

Os meios de comunicação da Mongólia disseram que elementos dos serviços secretos da Turquia tentaram sequestrar o diretor de uma escola turca em Ulan Bator, supostamente com ligações à FETO. A notícia foi desmentida de forma categórica pelo ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Çavusoglu.



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