"Os cristãos também estão muito incomodados com a decisão de Trump"

A Assembleia Geral das Nações Unidas se reunirá nesta quinta-feira para votar uma resolução contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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"Os cristãos também estão muito incomodados com a decisão de Trump"

O ministro de Exteriores, Mevlüt Çavuşoğlu, indicando que esperan um apoio forte ao projeto de lei, que será votado na assembleia Geral das Nações Unidas, disse que não só os mulçumanos , mas também os cristãos estão muito incomodados com a decisão.

Çavuşoğlu lembrou que o projeto de lei sobre Jerusalém será votado na quinta-feira, dia 21, na Assembleia Geral da ONU.

O chefe da diplomacia turca indicou que, como Turquia, dizem desde o início que farão todos os esforços para que essa lamentável decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel não seja implementada e que os EUA recuem.

E ele relatou que um projeto de lei foi submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 17 de dezembro e que o país o apoiou firmemente.

"Agora, o projeto será votado na Assembleia Geral da ONU. Esperamos um forte apoio na Assembleia Geral, pois não só os muçulmanos, mas também os cristãos estão muito chateados com a decisão. Além disso, os católicos, os ortodoxos, os protestantes e a maioria dos judeus se opõem a essa decisão ", acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores também enfatizou que todos, que estão cientes, se opõem a essa decisão que contradiz o direito internacional e viola os direitos da Palestina.

"Os EUA, que ficou isolado antes da votação a ser realizada em Nova York, agora recorre a métodos de ameaça. Nós seguiremos quem votar enviando cartas para todas as legações diplomáticas nos EUA, e então informaremos o presidente e registraremos todos os nomes um por um. Eles estão tentando registrar os nomes? Permitirão a ocupação desses países ou os punirão? O mundo já mudou. A opinião de que "o forte está certo" já mudou. O mundo já começou a se rebelar contra as injustiças. Nenhuma nação honesta se renderá a esse tipo de pressão. Todos votam de acordo com a vontade da nação e com a voz dentro deles. Ninguém se renderá a essas pressões. Portanto, os EUA devem renunciar a esses métodos ", afirmou.

Çavuşoğlu acrescentou que defenderão melhor o caso palestino com seu homólogo palestino, Riad Al-Maliki, nas Nações Unidas.



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