Trump classifica a entrega de armas ao YPG como sendo um erro

O primeiro ministro informou que Donald Trump falou com Erdogan ao telefone, e lhe disse que é um erro a entrega de armas ao YPG – a ramificação da organização terrorista separatista PKK na Síria.

Trump classifica a entrega de armas ao YPG como sendo um erro

O primeiro ministro turco, Binali Yildirim, indicou que o presidente americano Donald Trump classificou de errada a entrega de armas ao YPG - a ramificação da organização terrorista separatista PKK na Síria.

Yildirim está em Inglaterra em visita oficial e foi entrevistado pela BBC. Durante a sua conversa com o jornalista, o primeiro ministro falou sobre a conversa telefónica entre o presidente Recep Tayyip Erdogan e o seu homólogo americano Donald Trump, na passada sexta feira. Yildirim disse que durante a conversa entre os dois presidentes, Trump considerou errada a entrega de armas ao YPG. Yildirim disse também que Trump compreendeu quão importante esta questão é para a Turquia.

“Disseram-nos que a sua colaboração com o YPG ou o PYD não é uma opção, mas sim uma obrigação. Apesar de não aceitarmos esta colaboração, podemos entende-la. Era uma relação temporária. Agora é o tempo de pôr fim a esta relação, uma vez que o DAESH está completamente destruído. Por este motivo, o presidente Trump disse que é um erro o envio de armas” – afirmou Yildirim.

Em relação ao “Novo Plano”, que surgiu durante a cimeira tripartida na cidade russa de Sochi, e na qual participaram a Turquia, a Rússia e o Irão, o jornalista da BBC colocou a seguinte pergunta: “Este novo plano prevê que Assad continue no poder. O seu apoio a este acordo depende da imparcialidade dos curdos na Síria?”.

Binali Yildirim respondeu que “a nossa posição é muito precisa: qualquer grupo integrado em organizações terroristas não pode fazer parte destas negociações”.

Respondendo depois a uma pergunta sobre a extradição para a Turquia de Fetullah Gulen - o cabecilha da Organização Terrorista Gulenista (FETO), Yildirim deu a seguinte resposta:

“Eles (Estados Unidos) devem dar alguns passos. Nós partilhamos testemunhos e enviámos documentos para a sua extradição. Para nós, é uma situação muito clara. Não temos qualquer dúvida”.

Em relação às operações iniciadas após a intentona golpista de 15 de julho de 2 016, levada a cabo pela FETO, Binali Yildirim disse que a Turquia espera que os seus aliados tenham empatia sobre esta situação:

“Se o mesmo ataque tivesse acontecido no Palácio de Buckingham, o que teriam vocês feito?” – perguntou Yildirim.



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