Turquia condena os traficantes de Aylan Kurdi

Duas pessoas foram consideradas culpadas por “tráfico de pessoas”, no caso da morte de uma criança síria.

Turquia condena os traficantes de Aylan Kurdi

Um tribunal turco sentenciou dois traficantes de pessoas a 4 anos de prisão, pelo seu envolvimento no naufrágio de um barco com imigrantes no qual viajava Aylan Kurdi – uma criança síria que morreu afogada em Bodrum (Mugla). A foto desta criança já morta numa praia, abalou profundamente o mundo e transformou-se no símbolo da tragédia dos refugiados.

O Tribunal Penal de Bodrum (no sudoeste da Turquia), considerou os réus culpados de “tráfico de pessoas”, e condenou cada um dos dois envolvidos a 4 anos e 2 meses de prisão. Os réus foram no entanto absolvidos da acusação de homicídio por negligência.

Durante a primeira audiência em tribunal no dia 11 de fevereiro, os dois traficantes de pessoas tinham acusado Abdullah Kurdi – o pai de Aylan Kurdi com 40 anos – de ser o organizador da viagem rumo à Grécia.

Aylan Kurdi, o seu irmão de 5 anos e a mãe de ambos, afogaram-se quando a embarcação em que seguiam se voltou, durante uma perigosa travessia entre a Turquia e a Grécia. A tragédia aconteceu no dia 2 de setembro de 2 015.

A foto do corpo sem vida da criança Aylan Kurdi, transformou-se no símbolo do drama dos imigrantes. Depois da comoção geral provocada por esta foto, imediatamente vários países decidiram abrir as suas portas aos imigrantes.



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