"O processo de resolução não pode ser retomado sem saída do PKK"

“Todos os partidos políticos devem tirar uma lição destes resultados (eleições legislativas) ”, indicou o vice-primeiro-ministro.

"O processo de resolução não pode ser retomado sem saída do PKK"

Numa entrevista a um canal de televisão privado, o vice-primeiro-ministro, Yalçın Akdoğan, lembrou a necessidade de limpar as sementes envenenadas antes de continuar o processo de resolução.

Akdoğan disse que o Governo concentrou-se na operações de segurança, tendo como objetivo as reformas e os investimentos.

Lembrando a necessidade de reunir certas condições necessárias para relançar o processo de resolução, ele indicou que a primeira dessas condições será a retirada dos membros do grupo terrorista PKK de solo turco.

"Um cessar completo da ações... E as outras questões apenas só poderão ser discutidas a partir daí", disse ele.

Questionado sobre as eleições de 1 de novembro, Yalçın Akdoğan, disse que os eleitores mudaram a sua escolha para um grande poder para um países estável e que a tese sobre uma vontade de coligação provou-se errônea.

Akdoğan evocou a posição assumida pelos partidos da oposição durante as negociações de coligação após as eleições parlamentares de 7 de junho.

"Aqueles que rejeitaram a oportunidade de se tornarem parceiros de governo “perderam o barco”, brincou.

O vice-primeiro-ministro, Yalçın Akdoğan, foi questionado sobre a abordagem defendida de que o Partido AK aproveitou “um ambiente de caos e convenceu pela doença e aterrorizou pela morte”.

"Estas afirmações são sem fundamento. Antes eles disseram, “que a instabilidade deve-se ao partido AKP, agora, de acordo com as mesmas pessoas " é a instabilidade que beneficiou o partido AKP ".
Antes eles diziam: "o ambiente de paz fez ganhar o partido AKP," agora eles dizem "foi o ambiente de conflito."
Decidam-se: foi a estabilidade, a instabilidade? Não pode ser algo assim. Para os governos, isto é, os partidos no governo, a estabilidade é sempre positiva", explicou Akdoğan.

De volta à sede do partido, Akdoğan encontrou-se com os jornalistas para responder às suas perguntas.

"Não é só o AKP, que tem de ter empatia com os eleitores. Todos os partidos políticos devem aprender uma lição com estes resultados "defendeu o vice-primeiro-ministro.


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