Milhares homenageiam mortes de Gallipoli em vigília

A cerimônia da madrugada marca a campanha que viu o surgimento de uma Turquia, Austrália e Nova Zelândia modernas.

Milhares homenageiam mortes de Gallipoli em vigília

Milhares de pessoas reuniram na Península de Gallipoli no sábado, para uma celebração do Dia Anzac, que marca o centenário do desembarque das tropas aliadas.

Em torno de 8.000 australianos e 2.000 neozelandeses, cujos antepassados lideraram o ataque, fizeram a viagem para os antigos campos de batalha com vista para o estreito de Dardanelos, para a comemoração anual do nascer do sol do início da campanha desastrosa de oito meses.

A maioria se levantaram de seus hotéis à meia-noite para se juntar ao serviço com duração de uma hora, realizado para celebrar a coragem e sacrifício daqueles que lutaram e morreram.

Outros passaram a noite no local da celebração e se amontoaram em sacos de dormir e cobertores, esperaram calmamente pelo início do serviço, enquanto observavam filmagens e entrevistas sobre ação militar que terminou com a morte de cerca de 44.000 e 86.000 aliados das tropas otomanas.

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, estava entre aqueles para falar à multidão quando os raios do sol surgiam em todo o Mar de Mármara.

"A campanha travada aqui assegurou que o nome deste lugar seria escrito nas histórias da Nova Zelândia, Austrália, Grã-Bretanha, Turquia, e os muitos outros países que lutaram aqui – para nunca ser apagado", disse ele

Em 25 de abril de 1915, após nove meses do início da Primeira Guerra Mundial, os soldados aliados desembarcaram nas costas de Gallipoli, como parte de um plano para abrir o estreito de Dardanelos para as frotas aliadas, permitindo-lhes ameaçar a capital otomana, Istambul.

As tropas aliadas - da Grã-Bretanha, França, Índia e da İlha de Terra Nova, bem como da Austrália e do exército da Nova Zelândia Exército - encontrou forte resistência por parte dos soldados otomanos nas trincheiras da península, e em torno de Canakkale, ao sul do estreito.

Para a Austrália e Nova Zelândia, assim como a Turquia, a batalha marcou o surgimento de uma nova consciência nacional.

Descrevendo a importância de Gallipoli para os neozelandeses, Key prestou homenagem "aos nomes e histórias de mais de 2.700 neozelandeses que morreram aqui, e os pais, esposas e famílias que sofriam por eles, e os amigos que disseram adeus, e não sabiam que era para sempre. "

Agradecendo pela "generosidade da Turquia"no acolhimento de neozelandeses e australianos a cada ano, Key disse que o serviço anual simbolizava "o poder de cura de tempo, perdão e da diplomacia".

O primeiro-ministro australiano Tony Abbott falou do sacrifício daqueles que lutaram em Gallipoli e de batalhas ao longo dos 100 anos seguintes.

O príncipe Charles também falou sobre o heroísmo dos soldados durante a cerimônia.

Michael Higgins, presidente da Irlanda - que era então parte do Reino Unido - e o ministro da Turquia, Volkan Bozkir também estiveram presentes para marcar a bravura de suas tropas.

Um tributo prestado por Mustafa Kemal Ataturk em 1934 para as tropas aliadas que ele enfrentou, foi lido: "Aqueles heróis que derramaram seu sangue e perderam suas vidas ... vocês estão agora deitados no solo de um país amigo”.

"Vocês, mães que enviaram seus filhos de países distantes, enxuguem suas lágrimas; seus filhos estão agora deitados em nosso seio e estão em paz. Depois de terem perdido suas vidas nesta terra, eles se tornam nossos filhos também. "


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