Será este o fim da nossa civilização?

A análise da atualidade por Erdal Simsek.

Será este o fim da nossa civilização?

A forma como os aztecas, incas, maias e outras civilizações avançaram nos campos da ciência e tecnologia, começa a emergir à medida que continuamos a fazer novas descobertas. As escavações arqueológicas e os materiais retirados dessas escavações, bem como os documentos que lá encontramos, deixam-nos boquiabertos a nós, que somos os herdeiros da civilização atual.

Os avanços alcançados por estas civilizações em termos de engenharia, astronomia e medicina, são incríveis. Nos dias de hoje, ainda não conseguimos atingir o nível que eles alcançaram em muitas áreas da vida. Até a forma como eles avançaram nas áreas da matemática, geometria e astronomia, impressiona os cientistas de hoje.

Os estudos sobre o espaço, as galáxias, as distâncias e as localizações dos planetas, apenas podem ser determinados com a ajuda das ferramentas tecnológicas de hoje. Apesar de já terem passado milhares de anos, ainda não sabemos como eles conseguiram atingir o nível da ciência de hoje.

Outro estudo feito pelos cientistas, tem como objetivo determinar como estas grandes civilizações desapareceram. Não existe informação concreta sobre como estas civilizações e a sua tecnologia desapareceram, sendo que o nível que atingiram é admirado até nos nossos dias. De acordo com algumas opiniões, as doenças poderão ter dizimado as pessoas em massa e feito desaparecer essas civilizações. Outra hipótese aponta para a eliminação destas civilizações devido a guerras destrutivas.

Na minha opinião, a segunda hipótese é mais racional e existem também algumas provas neste sentido. De facto, quando olhamos para os últimos 200 anos da história humana, ficamos convencidos de que esta possibilidade é a mais razoável.

A acumulação e a disseminação do capital e o massacre de dezenas de milhões de pessoas durante a I e II Guerras Mundiais, podem servir de ponto de reflexão sobre este assunto. Hoje em dia, no entanto, lamentamos que as pessoas não tenham aprendido com as mortes destrutivas e com os dramas vividos pelos seus antepassados.

Quando olhamos à nossa volta, vemos que os traficantes de armas se passeiam pelo mundo. Ficamos surpreendidos quando vemos o mais inesperado traficante de armas, no mais inesperado país. Há uma hora, os países que ajudam os necessitados em zonas de guerra e de desastre, e que trabalham com objetivos nobres como “o bem da humanidade”, se tenham espontaneamente tornado apoiantes do terrorismo.

Uma organização humanitária que se apressa a ajudar as vítimas de desastres em todo o mundo, independentemente da sua religião, da sua raça ou do regime do estado, pode ser demonizada.

Por exemplo, um assassino é imediatamente apelidado de terrorista quando mata pessoas pertencentes à cultura dominante. Mas por outro lado, uma pessoa que pertença a essa mesma cultura dominante pode ser um “lobo solitário” quando termina a sua oração e mata a mesquita e as pessoas do sexo masculino, em vez de mulheres idosas.

E hoje em dia, os mesmos soberanos estão a tirá-los desta lista negra depois deles terem vendido biliões de dólares de armas, aos países que eles mesmos acusaram de apoiar o terrorismo.

As atividades terroristas estão subitamente a surgir em regiões calmas do mundo e muito ativas na área do comércio. Ou, se conseguir resistir às imposições do país governante, um batalhão de terroristas irá surgir nas suas ilhas e cidades. As Filipinas aparecem diante dos nossos olhos como o exemplo mais concreto disto mesmo.

As armas estão a ser empilhadas em todo o mundo, de norte a sul. Todos os soberanos estão numa corrida para acumular as armas mais sofisticadas e mortais. Eles dependem da tecnologia e do capital que têm nas mãos, para tornar o mundo numa bola de fogo. Nós olhamos para esta loucura como se fosse um jogo de computador e não podemos fazer nada. Simplesmente não podemos fazer nada. Estamos, de forma consciente, a caminhar para o dia do juízo final em passo apressado.

Quando os cientistas fizeram cérebros artificiais, as pessoas perguntaram: “Poderão os robôs assumir o controlo e destruir a humanidade?”. Esta probabilidade é quase impossível, pois parece ser impossível dar aos cérebros artificiais “motivos” para o fazer, com a tecnologia atual e com a que há de surgir ao longo dos próximos séculos. No entanto, as pessoas que abdicam da razão com a sua ambição de poder e de soberania, podem trazer um fim à nossa civilização. Sim, hoje em dia estamos a aproximarmo-nos do apogeu das civilizações inca e maia. Na genética e na biologia, estamos a eliminar as fronteiras da imaginação e da sabedoria. Nós usamos este sucesso para matar a nossa própria geração, para a explorar e para a colocar sob a nossa soberania, em vez de criar um mundo mais equitativo.

Sabia que todos os países do mundo ficariam livres do problema da fome e da pobreza, apenas com o dinheiro gasto num ano em defesa?

Nós temos os mesmos genes daqueles que criaram as civilizações inca, azteca, maia e outras. Ou seja, nós somos os seus netos. Infelizmente, estamos prestes a ser escravizados pela nossa ambição e eternidade, e a transformar a nossa civilização numa máquina de morte, apesar de não termos ainda atingido o nível de muitos dos nossos avós. O pensamento é de que os nossos antepassados também vitimizaram as suas civilizações com as suas próprias ambições e egos, há centenas de milhares de anos atrás.

Porque os seus genes e os nossos genes, são exatamente os mesmos.



Notícias relacionadas