A economia turca no primeiro trimestre de 2 017

A economia mundial.

A economia turca no primeiro trimestre de 2 017

Tendo deixado para trás o primeiro trimestre de 2 017 no contexto dos desenvolvimentos na região e no mundo, a economia turca cresceu 5% durante esse período, quando comparando com o mesmo trimestre do ano passado. Apesar da tentativa falhada de golpe de estado em 2 016, a economia turca, que continuou a crescer no último trimestre, alcançou uma taxa de crescimento acima das expetativas no primeiro trimestre de 2 017.

Esta foi a terceira maior taxa de crescimento entre os países do G-20 e o segunda maior de todos os países que fazem parte da OCDE. Comparando com a taxa de crescimento de 1,5% dos países membros da UE, verificamos que o desemprenho da economia turca está a divergir positivamente das economias de muitos países desenvolvidos. Enquanto a economia mundial – que ainda não alcançou a completa recuperação depois da crise global de 2 008 – continua a registar solavancos regulares devido aos movimentos políticos na Europa e nos Estados Unidos, a Turquia continua a registar desenvolvimentos positivos nos indicadores económicos, em particular na taxa de crescimento, devido à sua estabilidade política.

Adicionalmente, instituições financeiras internacionais como o Banco Mundial e o Banco Central Europeu, não se limitaram a assistir às tendências positivas que se vivem na Turquia: pouco antes do anúncio das taxas de crescimento, ambas as instituições reviram em alta, apesar de a contragosto, as suas previsões de crescimento para a economia turca.

Depois da falhada tentativa de golpe de estado na segunda metade de 2 016, algumas instituições internacionais de notação de crédito tentaram colocar pressão externa sobre a economia da Turquia, baixando a notação de crédito do país para níveis abaixo da recomendação de investimento. No entanto, e no mesmo período, as decisões tomadas pela administração económica e os resultados do referendo de 16 de abril, levaram ao ressurgimento da confiança política em todo o país e a recuperação económica rapidamente ganhou um novo fôlego. O crescimento económico no último trimestre de 2 016 perto dos 3,5% e um crescimento anual perto dos 3%, foram indicadores avançados sobre o que se iria passar em 2 017.

É possível avaliar os números do primeiro trimestre de 2 017 como sendo um reflexo positivo dos resultados do referendo de 16 de abril sobre a economia turca. O resultado do referendo manifestou-se em setores como as exportações, a banca e o turismo. Adicionalmente, o crescimento registado no primeiro trimestre e que foi bastante acima das expetativas, teve o seu primeiro impacto positivo na bolsa, com o índice BIST 100 a subir até o nível mais alto da sua história.

Devemos prestar uma atenção particular ao aumento das taxas de crescimento no primeiro trimestre deste ano. Neste período, as exportações de bens e serviços subiram cerca de 10% quando comparadas com o mesmo período do ano anterior. Já o aumento das importações ficou abaixo de 1%. Neste contexto, a Turquia que adota um modelo de crescimento assente nas exportações, espera que durante o próximo período se registe um crescimento sustentável e inclusivo.

Espera-se que as exportações, que contribuíram positivamente para o crescimento económico no primeiro trimestre de 2 017, continuem a ter um impacto positivo durante o resto do ano, em virtude dos desenvolvimentos positivos. Também se prevê que o modelo de crescimento assente em exportações sirva de base às perspetivas positivas para a economia turca no período que se avizinha, já que permitirá um aumento significativo na taxa interna de poupança e investimento.

Por outro lado, espera-se também que o ambiente de confiança  oferecido à economia se traduza num aumento da produção, das exportações, do emprego e dos investimentos. Por tudo isto, espera-se que tanto os investidores nacionais como internacionais aumentem os seus investimentos na economia turca.

A imagem que a economia turca mostrou no primeiro trimestre do ano, terá um papel importante no reforço da estabilidade económica e do estado social, com base num modelo de crescimento assente em exportações para o próximo período.



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