A operação de Raqqa será um teste para provar a sinceridade dos Estados Unidos

A Turquia apresentou um relatório da operação aos Estados Unidos, que insistem que a Turquia deve avançar na operação contra Raqqa, mas com uma estratégia diferente.

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A operação de Raqqa será um teste para provar a sinceridade dos Estados Unidos

A Turquia respondeu aos Estados Unidos com um relatório sobre a operação. Washington insiste acerca do seu plano de operações para Raqqa, na Síria. É sublinhado que poderá significar um golpe contra o DAESH em Raqqa, através de uma operação a ser executada em Tel Abyad. Pede-se que seja estabelecida uma zona de segurança para eliminar o PYD – a ramificação do grupo terrorista PKK na Síria.

Ao apresentar o relatório sobre o plano de operações aos seus aliados americanos, os responsáveis turcos fizeram questão de apresentar este plano a Mike Pompeo – o diretor da CIA – durante a sua visita a Ancara. O plano de operações para Raqqa foi definido com base na linha entre Tel Abyad, Ayn´el Isa e Raqqa, considerada como a mais conveniente tanto por questões logísticas como de segurança.

As fontes dizem que este plano é um teste para provar a sinceridade dos Estados Unidos, pois a rota que inclui Tel Abyad está debaixo do controlo da organização terrorista PYD/YPG.

“Se os Estados Unidos forem sinceros acerca da limpeza do DAESH em Raqqa, se respeitam a integridade territorial da Síria e se querem estar lado a lado com as forças da coligação e com a Turquia, então terão que marchar até Raqqa através de Tel Abyad, e enquanto se desenvolve esta operação não se podem esquecer da Rússia nem do Irão”.

A estrada que liga Al Bab até Raqqa tem 170 kms de extensão, se se optar pela estrada da Barragem de Tabka. Quando se tem em conta a distância de 40 kms entre Çobaney e Al Bab, temos uma distância logística de 210 kms. Por causa desta distância, será difícil garantir a segurança da estrada, o que por sua vez dá azo a problemas de abastecimento.

As forças da operação deverão seguir em frente do lado do regime ao longo da estrada de Raqqa, e desta forma será aumentada a lista de elementos, o que faz subir o risco da operação. Ainda nesta estrada, a ocupação das zonas atualmente controladas pelo DAESH, fará crescer o tempo da operação.

A rota definida pela Turquia é de 90 kms entre Tel Abyad, Ayn´el Isa e Raqqa. A contar da fronteira, cerca de 70 kms desta rota estão debaixo do controlo do PKK/PYD. Daqui até perfazer o resto da distância, são precisos mais 20-25 kms para chegar até Raqqa. As fontes dizem que a sinceridade dos Estados Unidos terá que entrar em campo neste momento, e avisam de forma muito clara, que a Turquia deve atuar com muito cuidado para não cair nas armadilhas muito prováveis, tendo em conta a sua determinação na luta contra o DAESH.

Desta forma, sublinha-se que é preciso considerar a operação de Raqqa e depois garantir que a zona passa a ser segura a oeste do Eufrates, e que isso é anunciado a todo o mundo ao longo de 90 kms de comprimento por 60 kms de largura. O plano anunciado pela Turquia inclui as localidades ao longo da linha de Jarablus, Manbij, Al Bab, Tel Rifat e Azaz, a oeste do Rio Eufrates.

As fontes que conhecem muito de perto esta região avisam que “a segurança desta zona, é mais importante para a Turquia do que Raqqa”.

Qual a importância desta região para a Turquia?

A Turquia, enquanto se opõe à operação em Raqqa - caso ela seja executada juntamente com elementos do PKK/PYD - irá beneficiar com o sucesso desta operação: Depois de Raqqa ser resgatada, o grupo terrorista DAESH perderá toda a comunicação e os recursos humanos relacionados com a Turquia. Se o PKK/PYD abandonar a região, toda a zona será completamente limpa de elementos terroristas. Milhares de pessoas poderão regressar às suas terras, depois de terem sido expulsas pelo PKK/PYD e pelo DAESH.



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