“A intentona golpista de 15 de julho deu origem a um novo consenso social na Turquia”

O diário Sabah publicou um artigo de Kalin com o título “Enquanto a Turquia se uniu, foi Gulen quem mais sofreu”.

“A intentona golpista de 15 de julho deu origem a um novo consenso social na Turquia”

Como foi suprimida a intentona golpista na Turquia?

Ibrahim Kalin, o porta voz da presidência da Turquia, disse que a tentativa de golpe de estado de 15 de julho – levada a cabo pela Organização Terrorista Gulenista / Estrutura do Estado Paralelo (FETO / PDY), uniu de forma surpreendente o povo da Turquia e deu-lhe uma nova esperança.

O diário Sabah publicou um artigo de Kalin com o título “Enquanto a Turquia se uniu, foi Gulen quem mais sofreu”.

Em contraste com as expetativas de algumas esferas, a intentona golpista não causou uma crise política nem económica. Pelo contrário, deu origem a um novo consenso pela unidade nacional e coordenação política. A maior concentração da história nacional contou com a participação de milhões de pessoas, que vieram dos 4 cantos da Turquia para se juntarem em Yenikapi, na cidade de Istambul. Esta concentração foi uma indicação clara da nova concertação social e política.

O novo consenso exibido de forma demasiado marcada na concentração de 7 de agosto, foi criado com base nos princípios da transparência, da responsabilidade e da virtude, face a todas as tentativas de infiltração no aparelho do estado.

Todos na Turquia, seja qual for o seu ponto de vista político, uniram-se para o cumprimento destes elementos, que são os pilares de uma democracia saudável e ativa. Há um consenso que afirma que Fethullah Gulen e os seus discípulos, violaram estes princípios e se aproveitaram descaradamente deles para colocar os seus próprios elementos nos órgãos mais importantes do estado. Roubaram as respostas das perguntas nos concursos públicos e deram-nas aos seus discípulos leais; apresentaram falsas provas para se desfazerem dos seus opositores no exército, na polícia e no sistema judicial; fizeram campanhas para sujar a imagem, libertando documentos para a imprensa em detrimento dos seus adversários.

Já chega! É este o estado de ânimo do país, porque a Turquia pagou um grande preço pelo período de maior atividade da FETO entre 2 008 e 2 013. A sociedade quer uma administração virtuosa, aberta e responsável, que sirva os interesses do povo, e não para benefício de um imã desequilibrado ou um certo grupo. A sociedade quer que seja posto um fim ao pesadelo gulenista, que destruiu muitas vidas inocentes nos últimos 6 anos. O governo, suportado pelo público, está firme e vai agir de acordo com esta exigência do povo.

Quem perdeu com todo este processo foi Gulen e quem o rodeia a nível global, conhecidos como FETO na Turquia. Depois da intentona golpista, Gulen perdeu tudo: os seus discípulos, as escolas, empresas, dinheiro e, mais importante que tudo o resto, o seu prestígio e credibilidade.

Gulen e os seus discípulos, pensavam que poderiam tomar o controlo do país apresentando o presidente Erdogan como uma figura satânica e fazendo golpes de estado. Mas o maior erro de Gulen transformou-se numa vantagem para a Turquia. Porque o país uniu-se dentro da solidariedade contra a rede criminosa de Gulen.

A concentração de 7 de agosto foi a manifestação pública com mais participação na história. Tem particular importância, pelos símbolos que aí foram exibidos. Esta concentração juntou o presidente Erdogan, o primeiro ministro Yildirim e os secretários gerais dos partidos da oposição, Kiliçdaroglu pelo Partido Republicano do Povo (CHP) e Bahçeli do Movimento de Ação Nacionalista (MHP). Todos os líderes deixaram uma mensagem de união face às táticas imorais da FETO que tenta apropriar-se da administração, mas que falhou no seu golpe.

Relativamente à morte e devastação que causou na Turquia, Gulen irá querer usar todos os seus recursos e poder de fogo para organizar o seu grupo fora da Turquia, e ao mesmo tempo gastará dinheiro, irá fazer campanhas de calúnias e fazer alianças com pessoas contrárias a Erdogan, usando as suas táticas habituais.

A propaganda que os media ocidentais continuam a fazer desde 15 de julho, tem que ser analisada dentro deste contexto. Não é crível para a Turquia nem para o resto do mundo dos muçulmanos, o facto de que eles possam ser vistos como uma alternativa moderada contra o fundamentalismo.

Esta é a estratégia usada por Gulen, para conseguir o apoio do Ocidente. Mas estas alegações sem sinceridade estão condenadas ao fracasso, enquanto não contarem com a confiança dos próprios muçulmanos.

Todas estas táticas só tornam Gulen cúmplice e um servidor das potências globais.



Notícias relacionadas