Mausulo, um dos túmulos mais belos da antiguidade

O mausoléu de Mausolo (também conhecido como Mausoléu de Halicarnasso) tem 45 metros de altura e os quatro lados eram adornados com relevos esculpidos. Cada lado foi esculpido por diferentes escultores gregos.

Mausulo, um dos túmulos mais belos da antiguidade

(Transcrição do programa de rádio)

Olá, seja bem-vindo a mais uma edição do programa Os Tesouros Culturais da Turquia. Esta semana vamos falar sobre o mausoléu de Mausolo, também conhecido como mausoléu de Halicarnasso. Este monumento situa-se na região de Bodrum, no sudoeste da Turquia, e é um dos legados históricos com mais valor na Anatólia.

O mausoléu de Mausolo foi considerado como uma das 7 maravilhas do mundo da antiguidade, que se considera como sendo o período anterior a Alexandre o Grande. Uma destas maravilhas do mundo antigo está em Bodrum, um dos mais importantes centros turísticos da costa do Mar Egeu, e cujo nome antigo era Halicarnasso.

As 7 maravilhas do mundo antigo foram determinadas antes do reinado de Alexandre o Grande, que corresponde ao período denominado “Idade Antiga” na região do Mediterrâneo. A lista destas 7 maravilhas é composta pela Grande Pirâmide de Gizé, pelos Jardins Suspensos da Babilónia, o Altar de Pérgamo, o Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria no Egito, o túmulo do rei Mausolo e pelo Templo de Artemisa. Estas duas últimas maravilhas do mundo antigo, situam-se na Turquia.

As províncias dos antigos impérios da Anatólia, eram regidas por governadores chamados Sátrapa. Quase todos os Sátrapas eram nomeados pelo grande rei, enquanto que apenas o sátrapa de Caria – o centro de Bodrum – era regido por uma dinastia local. O sátrapa mais famoso de Caria foi Mausolo. Em 392 a. C., Mausolo ampliou os seus territórios e deixou importantes obras culturais e políticas até à sua morte em 352 a.C.

A irmã de Mausolo era Artemisia, que ordenou a construção de um panteão para honrar o seu irmão. Depois de construído, este panteão permitiu ver o Castelo de Bodrum e tem também uma vista espetacular do pôr-do-sol. É um monumento que merece bem estar entre as 7 maravilhas do mundo. Este panteão é tão grande e tão maravilhoso, que os navios que rumam a Bodrum podem vê-lo a grande distância. Este edifício rapidamente ganhou uma grande fama na antiguidade. Os panteões que se contruiram depois de Mausolo, começaram assim a ser denominados por mausoléu, e eram inspirados no panteão do sátrapa de Caria.

Este mausoléu tem por um lado as características da arquitetura grega – com as suas colunas e pilares – mas por outro, verificamos que há uma forte inspiração e herança da civilização egípcia. Podemos por isso dizer que este monumento tem a marca tanto da civilização grega, como da civilização egípcia. As estátuas e os relevos do monumento são muitíssimo impressionantes. Sabe-se também que o mausoléu foi construído sobre outro mausoléu, datado do século 6 a.C.. Nas excavações e investigações que se fizeram no local, foram encontrados vários ossos de animais. Pensa-se que esses ossos pertencem a animais sacrificados durante a construção do mausoléu do rei Mausolo.

Quando Alexandre o Grande chegou a Bodrum, visitou o mausoléu com admiração. Hoje em dia, já não existem mais os edifícios do mausoléu para lá do buraco grande, restando apenas algumas colunas e os seus capiteis. As marcas principais do mausoléu estão expostas no Museu Britânico, em Londres. O mausoléu foi também fortemente danificado durante a construção do castelo de Bodrum, pois muitas pedras, colunas e materiais contendo relevos do mausoléu, foram usados na construção do castelo.

Os cavaleiros da Ordem dos Templários, narram nas suas memórias que usaram muitas obras do mausoléu, para construir o Castelo de Bodrum por volta do ano de 1 500. Sabe-se também que o túmulo foi saqueado pela primeira vez por volta desta altura. Os britânicos, que fizeram investigações mediante uma autorização especial do sultão Abdulhamit I em 1 856, levaram para o Museu Britânico em Londres um grande número de obras históricas encontradas no mausoléu.

Hoje em dia, continuam os esforços para que regressem à sua terra de origem as obras levadas para o estrangeiro do Mausoléu de Bodrum, tenha essa situação ocorrido com ou sem autorização. Esperamos que um dia, todas essas obras possam ser vistas pelos visitantes no seu lugar original.

Obrigado pela sua companhia no programa de hoje, contamos consigo na próxima edição dos Tesouros Culturais da Turquia, um programa escrito por Mucahit Turkone. Até lá, fique bem.



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