Conselho de Segurança da ONU condena o "motim" no Mali e pede diálogo

Os estados membros apelam às partes envolvidas que atuem com moderação e deem prioridade ao diálogo, para porem fim à crise.

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Conselho de Segurança da ONU condena o "motim" no Mali e pede diálogo

AA - O Conselho de Segurança da ONU condenou veementement na quarta-feira o "motim" militar no Mali, que levou à detenção de altos funcionários do governo e das suas famílias.

Os membros do conselho "exortaram os amotinados a libertarem com segurança e imediatamente todos os funcionários detidos, e exigem o seu regresso aos quartéis sem demora". O conselho apelou também às partes envolvidas que atuem com moderação e deem prioridade ao diálogo, para porem fim à crise.

A União Africana suspendeu a adesão do Mali na quarta-feira, depois de soldados terem derrubado o presidente e o seu governo, no dia anterior.

A decisão de expulsar o Mali da organização permanecerá em vigor, até que a ordem constitucional seja restaurada na nação da África Ocidental – indicou a União Africana – que também exigiu a libertação do presidente Boubacar Keita e de outros altos responsáveis.

A Nigéria, o peso-pesado da região, condenou o golpe e exigiu a imediata "restauração da ordem constitucional".

Keita anunciou a sua demissão na terça-feira, depois de ser detido por soldados. O primeiro-ministro, Boubou Cisse, também foi preso.

As tensões aumentaram no Mali em 2012, depois de um golpe fracassado e de uma rebelião tuaregue, que finalmente permitiu que grupos militantes ligados à Al Qaeda assumissem o controlo da metade norte do país.

Keita, de 75 anos, chegou ao poder em 2013, mas tem sido alvo de críticas por parte de pessoas que afirmam que ele não conseguiu protegê-las dos ataques terroristas, principalmente no norte e centro do país.

O Mali, um dos países mais pobres do mundo, sofre com a presença de vários grupos terroristas, apesar das forças de paz francesas no país, que também é apoiado por forças de paz da ONU que aí realizam operações antiterroristas.

O acordo de paz de 2015, entre o Governo do Mali e os grupos rebeldes Tuaregue, nunca chegou a ser implementado.

* Aicha Sandoval Alaguna contribuiu para a redação desta notícia.



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