Palestina diz que acordo dos Emirados Árabes Unidos com Israel 'trai' Jerusalém

O porta-voz da Autoridade Palestina, Nabil Abu Rudeina, reiterou que a liderança palestina considera esta medida um golpe para a iniciativa de paz árabe

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Palestina diz que acordo dos Emirados Árabes Unidos com Israel 'trai' Jerusalém

AA - O acordo de normalização entre Israel e os Emirados Árabes Unidos trai Jerusalém, Al-Aqsa e a causa palestina, sublinhou quinta-feira a Autoridade Palestina.

"A liderança palestina rejeita e condena veementemente a surpreendente declaração dos Estados Unidos, Israel e Emirados Árabes Unidos sobre a normalização das relações", explicou o porta-voz da Autoridade Palestina, Nabil Abu Rudeina, em um comunicado televisionado.

De acordo com o oficial palestino, a medida ocorreu devido à insistência de Israel em consagrar a ocupação e anexação de partes dos territórios palestinos.

Abu Rudeina reiterou que a liderança palestina considera esta medida um golpe para a iniciativa de paz árabe e as decisões das cúpulas árabes e islâmicas, e para a legitimidade internacional.

“Esta é uma agressão contra o povo palestino (...), os direitos palestinos e sua santidade, especialmente Jerusalém e o Estado palestino independente nas fronteiras de 4 de junho de 1967”, disse o porta-voz.

O funcionário condenou a decisão dos Emirados Árabes Unidos de usar a questão palestina e negociar a suspensão da anexação ilegal para pressionar pela normalização dos laços com Israel.

A liderança palestina enfatizou que os Emirados Árabes Unidos, ou qualquer outra parte, não tem o direito de falar em nome do povo palestino.

"Não permitimos que ninguém intervenha nos assuntos palestinos ou relate em nosso nome sobre nossos direitos legítimos", acrescentou.

Mais cedo, Trump anunciou que Israel e os Emirados Árabes Unidos concordaram em normalizar as relações, em um movimento que antecipou os polêmicos planos de Israel de anexar grandes áreas da Cisjordânia ocupada.



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