EUA, Reino Unido e Alemanha pedem ao regime sírio para que deixe de atacar a Turquia

Kelly Craft disse que "o regime anuncia o seu triunfo militar graças aos ataques do seus apoiantes Rússia, Irão e Hezbollah, enquanto as crianças na Síria morrem de frio".

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EUA, Reino Unido e Alemanha pedem ao regime sírio para que deixe de atacar a Turquia

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha pediram ao regime sírio, no Conselho de Segurança da ONU, para que deixe de atacar os pontos de observação turcos em Idlib.

A representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Kelly Craft, falou sobre este assunto e disse que "o regime anuncia o seu triunfo militar graças aos ataques do seus apoiantes Rússia, Irão e Hezbollah, enquanto as crianças na Síria morrem de frio".

Craft acrescentou ainda que “os Estados Unidos apoiam os interesses legítimos da Turquia, nossa aliada da NATO, que carrega o maior fardo em termos de ajuda aos refugiados sírios. Entendemos a preocupação da Turquia com um novo fluxo de refugiados devido ao conflito. Rejeitamos veementemente as declarações das autoridades russas, que acusam a Turquia de aumentar a tensão no noroeste da Síria. Não temos dúvidas de que os responsáveis ​​são o regime de Assad e a Rússia” - afirmou Craft, que anunciou que o seu país vai continuar a coordenar-se com a Turquia em relação aos esforços diplomáticos, para a implementação do cessar-fogo e a retirada de tropas do regime de volta à linha de cessar-fogo acordada em Sochi, em 2018.

Por outro lado, o representante alemão na ONU, Christoph Heusgen, disse estar preocupado com o aumento da tensão em redor dos pontos de observação turcos em Idlib.

"Pedimos ao regime sírio que ponha fim aos seus ataques contra as forças turcas e reduza imediatamente a tensão".

Por seu turno, a representante britânica, Karen Pierce, destacou que os ataques contra a Turquia devem ser interrompidos: “A Turquia lutou por uma solução pacífica em Idlib. Estamos preocupados com a possibilidade de surgir uma circunstância que possa afetar a Turquia, que carrega o fardo de 3,5 milhões de refugiados nos seus ombros”.



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