Vários países garantem que o plano de Trump vai fracassar

O Irão, o Kuwait, a Tunísia, a Argélia, o Líbano e a Suécia, manifestaram apoio à Palestina e reagiram contra o plano de Trump.

1350431
Vários países garantem que o plano de Trump vai fracassar

Os países reagem contra o suposto plano de paz unilateral para o Médio Oriente, anunciado esta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.

Depois da União Europeia (UE) e das Nações Unidas (ONU), agora foi a vez do Irão, o Kuwait, a Tunísia, a Argélia, o Líbano e a Suécia também expressarem o seu apoio à Palestina, reagindo contra o plano de Trump.

Os judeus ortodoxos anti-sionistas também reagiram contra o plano, e os israelitas não acreditam que o plano traga a paz.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, descreveu o acordo imposto pelos Estados Unidos como sendo o "plano mais covarde do século".

Rouhani considera que o plano vai fracassar face à consciência do povo palestino e muçulmano.

A Tunísia também publicou uma declaração contra o plano de dividir a Palestina. O Parlamento da Tunísia condenou o plano de paz de Trump, que classificou de "racista".

Por seu lado, o Ministério das Relações Exteriores da Tunísia declarou que "A paz no Médio Oriente só é possível com o reconhecimento dos direitos do povo palestino".

O governo argelino anunciou o seu apoio à Palestina e destacou que o direito do povo palestino, de criar um estado independente com capital em Jerusalém Oriental, é um direito que "não caduca".

Por seu turno, o Ministério das Relações Exteriores do Kuwait também reagiu contra o plano, indicando que uma solução justa para a questão palestina só pode ser encontrada através de decisões internacionais legítimas.

Os judeus anti-sionistas ortodoxos nos Estados Unidos também se opõem ao plano de Trump. Os principais líderes do grupo reagiram contra a tomada de posição dos Estados Unidos e de Israel, através de uma declaração conjunta em Washington.

Na Europa, a Suécia deu uma forte resposta aos Estados Unidos. A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, sulinhou que a anexação total da Cisjordânia por parte de Israel é contra o direito internacional. Os ativistas apoiaram Linde.

Os israelitas também não confiaram no "Acordo do século" dos Estados Unidos: 61% dos israelitas que participaram numa sondagem feita por uma empresa pública de pesquisas com sede no Reino Unido, disseram que o plano não vai trazer a paz.



Notícias relacionadas