G7 de acordo em ajudar os países afetados pelos fogos na Amazónia

Emmanuel Macron disse que o G7 está em contacto com todos os países da Amazónia, para definir os aspetos técnicos e financeiros da ajuda.

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G7 de acordo em ajudar os países afetados pelos fogos na Amazónia

Os países do Grupo dos 7, composto pelos Estados Unidos, França, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália, concordaram em "ajudar o mais rapidamente possível os países afetados" pelos incêndios que se multiplicaram nos últimos dias na Amazónia.

Os sete países chegaram a acordo sobre este assunto durante a cimeira dos seus líderes, que está a decorrer na cidade francesa de Biarritz, segundo anunciou o presidente francês Emmanuel Macron.

“Estamos todos de acordo em ajudar o mais rapidamente possível os países que são atingidos pelos fogos'", disse o Presidente francês numa declaração aos meios de comunicação social.

Face aos pedidos de ajuda, feitos nomeadamente pela Colômbia, "devemos estar presentes", disse Macron, que na sexta-feira criticou a "inação" do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, face ao desastre ambiental.

Emmanuel Macron disse que o G7 está em contacto com todos os países da Amazónia, para definir os aspetos técnicos e financeiros da ajuda.

"Estamos a trabalhar num mecanismo de mobilização internacional para poder ajudar de maneira o mais eficaz possível estes países", precisou.

Quanto à questão de longo prazo de reflorestação da Amazónia, "várias sensibilidades foram expressas" acrescentou. "Mas o desafio da Amazónia para estes países e para a comunidade internacional é tal, em termos de biodiversidade, de oxigénio, de luta contra o aquecimento global, que devemos avançar com essa reflorestação", afirmou Emmanuel Macron.

A crise ambiental agudizou-se de tal forma que a França ameaça bloquear o acordo comercial UE-Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), assinado no fim de junho após, 20 anos de negociações.

Acusando Jair Bolsonaro de ter mentido sobre os seus compromissos com o meio ambiente, Paris anunciou que nessas condições se opõe ao tratado.

Macron recusou a ideia de que a sua liderança para incluir a situação na Amazónia na agenda do G7 seja uma intrusão nas questões internas de outros países, recordando que a Guiana Francesa é um território francês que faz parte do grupo de 9 países amazónicos.

Na passada sexta feira, Bolsonaro afirmou que o presidente francês tem uma “mentalidade colonialista errada”:

“Lamento que o presidente Macron procure istrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazónicos, para obter ganhos pessoais” – afirmou Bolsonaro nas redes sociais.

O presidente brasileiro ordenou na passada sexta feira a mobilização do exército para a região amazónica, para conter os incêndios que se intensificaram em 2 019.



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