EUA votam "não" pela primeira vez na resolução sobre a ocupação israelense das colinas de Golã

Os Estados Unidos rejeitaram pela primeira vez uma resolução anual da ONU que pede que Israel se retire das colinas de Golã

EUA votam "não" pela primeira vez na resolução sobre a ocupação israelense das colinas de Golã

Os Estados Unidos rejeitaram pela primeira vez a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas condenando a ocupação israelense das colinas de Golã.

A resolução "Golã sob a ocupação", votada no terceiro comitê da Assembleia Geral da ONU, foi aprovada por 150 países, enquanto 14 países decidiram se abster.

Nos anos anteriores, os EUA haviam optado pela abstenção, mas desta vez rejeitaram a resolução junto com Israel.

Austrália, Camarões, Canadá, Costa do Marfim, Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, México, Micronésia, Palau, Panamá, Papua Nova Guiné, Ruanda e Togo optaram pela abstenção.

A resolução da ONU considera que a ocupação israelense das colinas de Golã é uma violação do direito internacional e também o qualifica como "inválida".

No final da votação, o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, disse que Israel não se retirará das colinas de Golã e que a comunidade internacional deveria aceitá-lo.

Por sua vez, o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, respondeu a Danon e disse:

"A Síria retomará as Colinas de Golã, ou de maneira pacífica ou com a guerra".

E a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, em sua declaração de ontem, defendendo que a resolução da ONU é sem sentido e traz prejuízos contra Israel, afirmou:

"Os Estados Unidos não continuarão a se abster quando a ONU participar de sua votação anual inútil sobre as Colinas de Golã."



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