Áustria não assinará o Tratado de Migração da ONU

A avaliação foi feita pelo ministro do Esporte e vice-primeiro-ministro do país

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Áustria não assinará o Tratado de Migração da ONU

Heinz-Christian Strache, o vice-primeiro-ministro e o ministro dos Esportes da Áustria na conferência de imprensa logo após o Conselho de Ministros declarou a decisão de seu país sobre o Tratado de Migração da ONU. Strache, disse que o governo de coalizão não vai deixar selar o tratado e afirmou que o mesmo além de sua obrigação legal é inconsistente com o programa do governo em muitos capítulos do documento: "Quando avaliamos o conteúdo do Tratado de Migração da ONU não compartilhamos a mesma decisão com os artigos do documento e não apoiamos e não desejamos nos aplicar. "

O ministro austríaco argumentou que muitos juristas e especialistas estudam sobre o assunto e a Áustria deve decidir o mesmo na outra parte sobre as pessoas que virão como imigrantes para o país e devem proteger sua soberania.

Strache expressou que a imigração não deve ser avaliada pelo aspecto dos direitos humanos e do documento entende-se que não há discriminação entre imigrantes regulares e irregulares e que o documento foi organizado, ignorando as leis nacionais sobre direitos sociais, saúde e emprego.

Strache afirmou que a Áustria não enviará nenhum autorizado ao programa onde se aprovaram os principais capítulos sobre os migrantes e migração adotado na conferência da ONU no Marrocos e seu país enviará para a ONU uma explicação contendo as razões para sua ausência no programa.

O ministro do Interior Herbert Kikcl também disse que alguns especialistas afirmaram que o tratado não têm a obrigação legal, mas a questão ainda não está determinada e é um grande risco assinar um documento não aprovado pelo governo por causa de seu conteúdo.

 A Áustria, com essa decisão, forma o quarto país a se retirar do Tratado de Imigração da ONU depois dos EUA, Austrália e Hungria. Os artigos do tratado serão aprovados no Marrocos entre 10 e 11 de dezembro. O tratado será votado na Assembleia Geral da ONU em setembro de 2019.



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