O mundo não dá boas-vindas para a decisão de Trump

A União Europeia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e as Nações Unidas se mostraram a favor da proteção do acordo nuclear

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O mundo não dá boas-vindas para a decisão de Trump

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de se retirarem do acordo nuclear com o Irã e a reativação das sanções contra este país não receberam apoio do mundo.

A União Europeia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e as Nações Unidas se mostraram a favor da proteção do acordo nuclear.

O presidente do Conselho Europeu (CE), Donald Tusk, emitiu esta mensagem através da sua conta na rede social: "As políticas de Trump sobre o Acordo com o Irã e o comércio enfrentarão uma abordagem europeia unificada".

Tusk lembrou que os líderes da comunidade se encontrarão em 17 de maio em Sofia, capital da Bulgária, para discutir o acordo nuclear com o Irã e as questões comerciais.

Por sua parte, a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, em sua conferência de imprensa na representação da Comissão Europeia (CE) na capital italiana de Roma, condenou esta declaração de Trump.

Na direção do Irã, disse: "Juntamente com o resto da comunidade internacional, preservamos esse acordo nuclear".

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em um comunicado, ficou profundamente preocupado com a decisão dos Estados Unidos e instou os demais signatários do acordo a cumprir seus compromissos na íntegra.

O chefe da ONU também pediu a todos os outros estados membros da ONU que apoiem o acordo de 2015.

Guterres enfatizou que o acordo "representa uma conquista importante na não-proliferação e diplomacia nuclear e contribuiu para a paz e a segurança regional e internacional.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por sua vez, pediu a todas as partes que estudassem uma solução política abrangente.

A porta-voz da Aliança, Oana Lungescu, lembrou que a OTAN aplaudiu o acordo nuclear com o Irã em 2015 e pediu que fosse aplicado de forma absoluta.

Os primeiros-ministros do Reino Unido, Alemanha e França, em comunicado, declararam sua confiabilidade ao acordo.

Em um comunicado conjunto, a primeira-ministra britânica Theresa May, o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã, Angela Merkel, enfatizaram que seus países continuarão com o compromisso do Plano de Ação Integral Conjunta (JCPOA).

"Este acordo ainda é importante para nossa segurança compartilhada", disseram os líderes.



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