A reação da Palestina antes do anúncio do "Acordo do Século" de Trump

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que não aceitará nenhum acordo feito noutras partes do mundo e reiterou o seu compromisso com a solução de dois Estados.

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A reação da Palestina antes do anúncio do "Acordo do Século" de Trump

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vai anunciar hoje, terça-feira, o seu chamado plano de paz chamado "Acordo do Século", sobre o conflito entre israelitas e palestinos.

As reações da Palestina a esta proposta americana continuam a chegar.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que não aceitará nenhum acordo feito noutras partes do mundo e reiterou o seu compromisso com a solução de dois Estados.

Durante uma conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, o presidente palestino anunciou a sua disposição para o estabelecimento da paz e das negociações, em harmonia com as resoluções internacionais.

Abbas disse que o governo Trump está a fazer partidarismo de forma pública.

"Não aceitaremos que apenas os Estados Unidos tenham um papel na solução política", afirmou Abbas.

Por seu turno, o porta-voz da presidência palestina, Nabil Abu Rudaina, apelou aos embaixadores dos países árabes e islâmicos para que não participem na cerimónia de anúncio do suposto "plano de paz" de Trump, pois este despoja os direitos dos palestinos e impede a criação de um estado palestino com Jerusalém Oriental como sua capital.

O Hamas chamou o plano americano de "Naqba" e de "uma nova grande catástrofe".

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, apontou a necessidade de se aumentar a dose do movimento de resistência em toda a Palestina, para enfrentar etse plano.

Barhoum instou a administração palestina a restringir urgentemente a coordenação no campo de segurança com Israel, e pediu ao mundo islâmico que apoie o povo palestino.



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