Governo alemão: "Lukashenko não é um presidente legítimo"

Os ministéros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e da Polónia, fizeram declarações de recusa da presidência de Lukashenko na Bielorrússia.

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Governo alemão: "Lukashenko não é um presidente legítimo"

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, chamou a atenção para a preparação secreta da cerimónia de tomada de posse do presidente bielorrusso Aleksandr Lukashenko, e disse o seguinte numa conferência de imprensa: “As eleições na Bielorrússia nunca responderam às condições mínimas necessárias para eleições democráticas. Não foi uma escolha justa nem livre. Por isso, e tal como a Chanceler Angela Merkel afirmou anteriormente, não reconhecemos os resultados destas eleições. Não pode haver confirmação da legitimidade democrática, por não terem sido cumpridos os requisitos para a aprovação de Lukashenko como presidente legítimo”.

Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Polónoa declarou que o presidente bielorrusso Aleksandr Lukashenko não é um presidente legítimo: "É impossível aceitar o juramento, secreto ou público, de um presidente eleito com eleições não democráticas".

Aleksandr Lukashenko foi eleito presidente 5 vezes consecutivas desde 1994 na Bielorrússia, tendo ganho as últimas eleições com uma taxa de 80,1% nas eleições presidenciais. A sua rival mais próxima, Svetlana Tikhanovskaya, conseguiu obter apenas de 10,12% dos votos.

A oposição liderada por Tikhanovskaya opôs-se aos resultados das eleições e iniciou protestos contra a alegada "fraude eleitoral".

Nas manifestações que continuam no país, os manifestantes exigem uma reforma da constituição e a repetição das eleições.



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