Macron cria um comitê de historiadores para estudar o genocídio de Ruanda

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou dois gestos para tentar elucidar o papel da França no genocídio ruandês de 1994

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Macron cria um comitê de historiadores para estudar o genocídio de Ruanda

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que um comitê de historiadores estudará todos os arquivos franceses sobre o período 1990-1994 para esclarecer o papel desempenhado por seu país durante o genocídio em Ruanda.

O Palácio do Eliseo informou por escrito que Macron se reuniu com os representantes da associação Ibuka France dedicada a apoiar os sobreviventes e a memória dessa tragédia.

"O presidente francês Macron anunciou a criação de um comitê de historiadores que terá acesso a "todos os arquivos franceses" no período 1990-1994 para esclarecer o papel desempenhado por Paris durante o genocídio em Ruanda.

"O comitê é composto por oito pesquisadores e historiadores sob a égide do professor francês Vincet Duclert.

O relatório do comitê deve ser entregue dentro de dois anos. Em Ruanda, em 1994, os hutus iniciaram um genocídio contra os tutsis, que acusaram de derrubar o avião do então presidente Juvénal Habyarimana.

No massacre de 100 dias, mais de 800.000 tutsis perderam a vida.



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