China retalia contra as tarifas americanas e pede aos EUA que voltem atrás

Após conhecer a decisão, a Câmara de Comércio dos EUA na China (AmCham China) criticou estas novas tarifas e afirmou que as empresas americanas que operam no gigante asiático serão prejudicadas.

China retalia contra as tarifas americanas e pede aos EUA que voltem atrás

O governo da China vai adotar contramedidas para proteger os seus "interesses legítimos", e espera que os Estados Unidos revejam as consequências danosas das suas ações e as retifiquem a tempo - disse esta terça feira o Ministério do Comércio chinês, em resposta às novas tarifas impostas por Washington aos produtos importados do país asiático.

Através de um comunicado, o ministério afirmou que a China lamenta "profundamente" a decisão dos EUA de aplicarem nova rodada de tarifas a produtos chineses no valor de 200 mil milhões de dólares e garantiu que essa medida trará "novas incertezas" nas relações bilaterais.

"A China será forçada a adotar contramedidas para proteger os seus interesses e direitos legítimos, assim como a ordem do livre-comércio global", diz o comunicado, ao acrescentar que espera que os EUA considerem as "consequências danosas" da sua ação e que as corrijam a tempo com "medidas convincentes".

As sanções chinesas foram dadas a conhecer pouco depois deste comunicado, com a imposição de taxas alfangárias no valor de 5-10% sobre 4 mil produtos americanos. Os analistas esperavam taxas até 25%.

A Casa Branca informou que os EUA vão impor, a partir do próximo dia 24, tarifas de 10% no valor de 200 mil milhões de dólares sobre as exportações chinesas para o seu mercado.

Após conhecer a decisão, a Câmara de Comércio dos EUA na China (AmCham China) criticou estas novas tarifas e afirmou que as empresas americanas que operam no gigante asiático serão prejudicadas.

Por sua vez, o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela estabilidade financeira, Valdis Dombrovskis, que está na China para uma visita oficial, disse que a nova decisão americana irá aumentará os riscos de queda para a economia.



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