Negócio Fechado? TPP passa teste crucial, Japão se entusiasma

O Primeiro Ministro Shinzo Abe espera por 'rápida conclusão' das negociações do acordo comercial entre 12 nações depois que o Congresso dos EUA concedeu á Obama autoridade para realização de negociações.

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Negócio Fechado? TPP passa teste crucial, Japão se entusiasma

Agora que o Congresso dos Estados Unidos votou para dar ao presidente Barack Obama autoridade para realização de negociações e fechamento de acordos, parece provável que as negociações para encerrar o acordo entre 12 nações: Parceria Trans-Pacífico (TPP) deve ocorrer rapidamente, em questão de apenas semanas ao invés de meses.

O ministro da economia do Japão, Akio Amari, previu que um amplo acordo poderia ser alcançado até o final de julho. No entanto as negociações se arrastaram com as questões políticas das eleições presidencias no ano que vem nos EUA se aproximando.

A maioria das nações participantes foram forçadas a adotar a postura esperar-para-ver enquanto os americanos lutaram durante a maior parte do mês de Junho com a política do negócio. Em um momento, parecia que tudo estava perdido, pois a Câmara dos Representantes votou por uma margem enorme para negar á Obama à concessão da autoridade (Trade Promotion Authority - TPA).

Conhecido de modo gera como autoridade fast-track, o TPA permite ao presidente negociar um acordo comercial e, em seguida, submetê-lo ao Congresso sem que este possa fazer alterações, o que é geralmente considerado essencial para qualquer acordo.

O mês de Junho foi de muitos momentos de ansiedade para os proponentes do TPP até que a Câmara inverteu-se e o Senado votou apoiando Obama. Uma vez que o acordo for assinado, o presidente tem 90 dias para apresentar o acordo ao Congresso, onde uma maioria simples é o necessário para a passagem do Acordo.

Enquanto o TPP abrange 12 nações de ambos os lados do Oceano Pacífico, as negociações entre o Japão e os EUA foram consideradas chave para o processo. As principais barreiras para um acordo foram os obstáculos comerciais tradicionais: agricultura para o Japão e peças de automóveis para os EUA.

No entanto, meses de negociações, aparentemente trouxeram os dois lados muito perto de um acordo, conforme fontes próximas ao Ministério da Economia.

Amari disse á Kyodo News disse que "não há questões comerciais graves que permaneceram entre o Japão e os EUA",
"Acreditamos que as lacunas são estreitas o suficiente para que os dois líderes possam assumir os compromissos finais para selar o acordo", disse Richard Katz, editor do The Economist Oriental.

Entende-se que Washington fez algumas concessões sobre a quantidade de arroz que pode ser vendido ao Japão anualmente e concordou em eliminar as tarifas nominais nas auto-peças. Considerando-se o elogio do Conselho dos Produtores de carne de porco dos Estados Unidos para o negócio, o Japão deve ter reduzido alguns obstáculos em seus produtos também.

O primeiro-ministro Shinzo Abe elogiou a ação do Congresso como "um passo importante" e disse esperar por uma "rápida conclusão" das negociações.
Os ministros das 12 nações deveriam ter se reunido em Maio, mas a reunião foi adiada indefinidamente até que a questão no Congresso pudesse ser resolvida. "Eu acho que uma reunião ministerial será realizada em julho," disse Amari Kyodo. "Precisamos chegar a um amplo acordo em julho, e eu acho que é possível."

Os EUA, a Austrália, Brunei, Peru, Cingapura e Vietnã lançaram o TPP em 2010. Malásia, Canadá e México se juntaram a parceria mais tarde. A China nunca foi convidada. Mesmo sem a China, o TPP cobre cerca de 40 por cento da economia do mundo.


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