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Desenterram na Turquia esqueleto de criança de 5.700 anos

Os restos de ossos foram encontrados dentro de uma habitação do final da era neolítica

Desenterram na Turquia esqueleto de criança de 5.700 anos

A equipe de arqueólogos formada por acadêmicos italianos e turcos, descobriu um esqueleto pertencente a uma criança de seis a sete anos, com cerca de 5.700 anos, no túmulo de Arslantepe, a sete quilômetros da cidade turca de Malatya (Melitene), na margem oeste do rio Eufrates.

Os restos ósseos foram encontrados dentro de uma habitação do final da era neolítica. 

Após dois dias de trabalho duro, a equipe conseguiu trazer à luz todos os restos esqueléticos, dos quais as amostras foram coletadas para análise.

“Encontramos pulseiras e colares feitos de bolinhas nos pulsos e no pescoço da criança. 

O esqueleto está no chão da casa. Este sistema também pode ser encontrado na Anatólia Oriental, na Mesopotâmia e na era neolítica. 

As crianças foram enterradas em casas. Eles cavaram uma cova dentro da casa e enterraram as crianças nela. 

Também encontramos esqueletos em vasos e utensílios semelhantes às caçarolas ”, disse Marcelle Frangipane, professora da Universidade de La Sapienza, em Roma, em declarações nesta sexta-feira ao correspondente da Agência Anadolu.

“É possível que a criança tenha morrido como resultado de um trauma. Isso pode ser determinado após a análise. 

O esqueleto foi encontrado na camada pertencente aos anos 3.600-3.700 a.C. É uma descoberta importante. Anteriormente, não tínhamos visto (esqueletos com) colares e pulseiras. Isso mostra que a criança pertencia a uma família importante ”, acrescentou Frangipane.

Segundo a acadêmico, a análise revelará o sexo da criança, sua estrutura genética, sua idade, a causa pela qual perdeu a vida assim como se alimentava.

As escavações em Arslantepe começaram em 1961 pela Universidade de La Sapienza. 

Em 2014, o tumulo foi adicionado à lista temporária do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O professor Yilmaz Selim Erdal, da Universidade de Hacettepe, em Ancara, também participa da equipe.

(Agência Anadolu)



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