Comitê de Greve pede novas mobilizações após o fracasso das negociações com o governo da Colômbia

Os dirigentes da greve convocaram novas mobilizações para o dia 12 de maio em todo o país e asseguraram que não houve "empatia" do Governo, relativamente aos motivos por detrás da greve.

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Comitê de Greve pede novas mobilizações após o fracasso das negociações com o governo da Colômbia

AA - O Governo colombiano e a Comissão Nacional de Greve não chegaram a acordo depois de uma reunião de mais de três horas na Casa de Nariño.

Os porta-vozes da Comissão asseguraram que o Governo do Presidente Iván Duque não cedeu a nenhum dos pedidos feitos.

Francisco Maltés, o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), disse no final do encontro que “não houve empatia do Governo relativamente aos motivos que nos levaram a fazer uma Greve Nacional”.

Por seu turno, Jennifer Pedraza, a porta-voz da Associação Colombiana de Representantes de Estudantes do Ensino Superior (Acrees), disse que "esta é uma reedição do que aconteceu em novembro de 2019, quando as exigências não eram claras ".

“Uma das garantias básicas que pedimos foi que se respeitasse o direito constitucional ao protesto pacífico e que fossem dadas garantias sobre o direito de mobilização. É uma coisa simples do estado social de direito. Mas, pelo contrário, o discurso de Iván Duque foi complacente com o uso excessivo da força do Estado. Nas condições atuais, é impossível fazer qualquer reinvidicação”, garantiu Pedraza.

O porta-voz do Governo, o Alto Comissário para a Paz, Miguel Ceballos, considera que existe "acordo na rejeição da violência e na tolerância zero a face a abusos das forças públicas", mas condenou os bloqueios e “Qualquer violação dos direitos dos cidadãos relativamente à sua integridade física e pessoal”.

“Faz-se novamente um apelo a todo o país para que se ponham fim aos bloqueios, que ameaçam muitos direitos dos cidadãos e são contra o direito à mobilidade, à saúde, e causam dificuldades de acesso aos abastecimentos e são contra o direito à segurança”.

O comissário afirmou que será garantida a presença das forças públicas e as ações do Governo no sentido de manter a ordem pública em todo o país.

“Vamos continuar a ser protegidos pela força pública, pelo nosso Presidente da República e por todo o seu Governo, e por um regime de direito que respeita os direitos humanos” – afirmou Ceballos.



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