Venezuela pede aos EUA e Reino Unido que suspendam os bloqueios económicos à compra de vacinas

Os bloqueios impostos estão relacionados com o fracasso do Reino Unido e dos Estados Unidos em reconhecer a legitimidade do chefe de estado venezuelano, Nicolás Maduro.

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Venezuela pede aos EUA e Reino Unido que suspendam os bloqueios económicos à compra de vacinas

AA - O governo da Venezuela denunciou os Estados Unidos e o Reino Unido por se negarem a libertar os recursos do seu país bloqueados no estrangeiro, com os quais Caracas pretende comprar vacinas para o COVID-19.

“Para a compra de vacinas, a Venezuela exigiu a libertação de pelo menos 300 milhões de dólares, dos quase seis mil milhões bloqueados pela imposição de sanções penais. Nem os Estados Unidos nem o Reino Unido libertaram um dólar sequer. Mas apesar disso, estamos a avançar de outras formas com o nossos aliados" - escreveu no Twitter o ministro venezuelano, Jorge Arreaza.

O governo venezuelano criou uma mesa de diálogo com a oposição do seu país e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com o objetivo de obter a libertação dos recursos bloqueados no estrangeiro através desse órgão, para a compra urgente de vacinas contra o coronavírus.

Por outro lado, na passada quarta-feira, o presidente Nicolás Maduro anunciou as medidas económicas que o governo vai adoptar para fazer face à nova vaga de infeções por COVID-19 no país.

O presidente garantiu o prolongamento dos contratos de trabalhos até 31 de dezembro de 2022, bem como a manutenção da proibição de executar garantias de empréstimos até setembro de 2021.

Maduro disse ainda que as pessoas registadas na Plataforma Patria para o pagamento de água e luz, terão um desconto de 25% na conta dos meses de abril e maio.

Será também retomado o bónus de apoio solidário para cerca de 2 milhões 100 mil 000 trabalhadores de empresas privadas, e o depósito de um bónus para cerca de 4 milhões trabalhadores independentes durante o mês de abril.

Por outro lado, o executivo informou que na próxima segunda-feira, 12 de abril, terá início uma semana de relaxamento do regime 7 + 7, que alterna uma semana de relaxamento seguida de uma semana de quarentena radical.

Segundo as autoridades de saúde, desde o início da pandemia já foram regstadas 1 705 mortes e 170 189 casos de contágio na Venezuela.



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