Até onde avançaram os planos de vacinação em massa contra o COVID-19 na América do Sul?

Até agora, o balanço geral das campanhas de imunização na região não é positivo.

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Até onde avançaram os planos de vacinação em massa contra o COVID-19 na América do Sul?
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A vacinação em massa contra o COVID-19 nos países da América do Sul está a avançar a ritmos diferentes e os planos variam em termos de calendário, prioritização de grupos populacionais e origem dos medicamentos usados ​​para a inoculação. Em termos gerais, o progresso na região está a ser lento e a situação epidemiológica inspira cuidado.

A desigualdade na distribuição das vacinas contra o coronavírus é uma condição determinante que explica esta situação. Há um mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que dez países monopolizaram 75% das doses globais. Mas também há o impacto da má gestão dos governos face da crise da saúde.

 

Brasil

O Brasil é o líder em termos do número de vacinas aplicadas: 11,9 milhões (15.03.21). Proporcionalmente, vacinou 5,6 pessoas em cada 100, o terceiro melhor registo da América do Sul.

Mas é  também o primeiro no número acumulado de casos de contágio (11,6 milhões) e por milhão de habitantes (54 589). Registou 1,27 mortes por milhão de habitantes (segunda marca mais alta), e tem um total de 282 127 mortes por COVID-19 durante a pandemia (a maior cifra de qualquer país sul-americano).

Na última segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro confirmou Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde. O profissional é o quarto chefe da pasta desde que eclocdiu a emergência sanitária.

 

Venezuela

Na fase 1 da campanha, que começou em 18 de fevereiro deste ano, a prioridade é dada ao pessoal médico que está na linha de frente para cuidar dos pacientes infetados com a doença, as forças de segurança e altos funcionários do governo.

Até ao dia 4 de março (última atualização estatística compilada pelo site Our World in Data), foram administradas na Venezuela 12 194 doses do medicamento, 0,04 por 100 habitante. O país ocupa a penúltima e a última posições da região nestes indicadores, respetivamente.

 

Chile

O plano generalizado de vacinação contra o coronavírus teve início em 3 de fevereiro. De acordo com o programa Our World in Data da University of Oxford, até 16 de março, 7,41 milhões de doses foram administradas.

Nos últimos sete dias, o país lidera o mundo no índice de vacinações diárias aplicadas por 100 habitantes: 1,53. O Chile está a vacinar contra o COVID-19 mais rapidamente do que Israel, Estados Unidos, Sérvia e Reino Unido.

O governo chileno espera atingir 80% da população (aproximadamente 15 milhões de pessoas) até o final do primeiro semestre de 2021.

 

Colômbia

A campanha de vacinação começou no dia 17 de fevereiro e o objetivo é imunizar 20 milhões de pessoas ao longo deste ano. Na primeira fase, decidiu-se vacinar os trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do atendimento e as pessoas com mais de 80 anos.

Até ao último domingo, 15 de março, foram aplicadas na Colômbia 913 961 vacinas, ou seja, 1,8 doses por 100 pessoas. Entre os países da América do Sul, é o quarto em volume e o quinto em relação à sua população.

 

Argentina

Desde o início da campanha de imunização em 29 de dezembro de 2020, 2,54 milhões de doses foram administradas na Argentina (5,62 por 100 pessoas). O país é o terceiro no subcontinente neste indicadores, de acordo com o programa da Universidade de Oxford.

É o terceiro em casos absolutos de contágio e morte por COVID-19: 2,21 milhões e 54.036, respectivamente. E é o quarto e o segundo em casos fatais (1.195) e infeções (48.901) por milhão de habitantes. 



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