A Venezuela enviou uma brigada médica para Manaus para ajudar a conter a crise de saúde

A chegada desta brigada faz parte da assistência humanitária que a Venezuela organizou para ajudar Manaus, a cidade brasileira que passa por um colapso sanitário devido à ausência de botijas de oxigénio para tratar dos pacientes.

1565899
A Venezuela enviou uma brigada médica para Manaus para ajudar a conter a crise de saúde

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse que o seu país enviou para Manaus, no Brasil, uma equipa de 107 médicos formados pela Escola Latino-Americana de Medicina de Caracas, que vão ajudar a conter a crise de saúde na capital do estado do Amazonas. A chegada desta brigada faz parte da assistência humanitária que a Venezuela organizou para ajudar Manaus, a cidade brasileira que passa por um colapso sanitário devido à ausência de tubos de oxigénio para cuidar dos pacientes nos hospitais.

 “Ontem, dei a boa notícia ao Governador do Estado do Amazonas de que hoje, sábado, os primeiros camiões com botijas com milhares de litros de oxigénio, estão a sair da fábrica da SIDOR, em Puerto Ordaz, em direção a Manaus”, informou Arreaza na sua conta de Twitter.

Cerca de 215 pacientes com coronavírus (COVID-19) foram transferidos através de aviões militares de Manaus para sete estados do Brasil, para evitar que morressem por falta de botijas de oxigénio.

Na última quinta-feira, as autoridades de Manaus anunciaram um novo toque de recolher devido à crise de saúde na região. “O oxigénio acabou e algumas unidades de saúde tornaram-se numa espécie de câmara de asfixia” - afirmou Jessem Orellana, da Fundação Fiocruz-Amazônia, em conversa com a agência AFP.

A região amazónica “produz grandes quantidades de oxigénio, mas hoje o nosso povo precisa de oxigénio e solidariedade”, acrescentou Orellana.

A situação em Manaus é crítica. Além do caos hospitalar, os cemitérios também estão lotados e faltam câmaras frigoríficas para manter os cadáveres em boas condições.

O Brasil é o epicentro da pandemia na América Latina. O gigante sul-americano acumula mais de 8,4 milhões de infetados e 208 542 mortes por causa do vírus. O Brasil deverá iniciar a sua campanha de vacinação contra o COVID-19 a partir deste mês.



Notícias relacionadas