Cuba e Venezuela aplaudem as declarações dos especialistas da ONU contra as sanções

Um grupo de relatores reiterou o pedido de levantamento das sanções impostas “que causam mortes em Cuba, na Venezuela e outros países", devido à pandemia.

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Cuba e Venezuela aplaudem as declarações dos especialistas da ONU contra as sanções

AA - Cuba e Venezuela aplaudiram a declaração de um grupo de relatores de Direitos Humanos da ONU, em que reiteram o pedido de levantamento "ou pelo menos a suavização" das sanções "que causam morte e sofrimento" nestes dois países, bem como no Irão, Sudão, Síria e no Iémen.

"As pessoas que vivem em países sujeitos a sanções não têm as ferramentas necessárias para se protegerem e receber tratamento adequado contra a pandemia do coronavírus, já que as exceções humanitárias a essas medidas não funcionam" - disse a ONU através de um comunicado na sexta-feira.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reagiu através de uma mensagem na sua conta de Twitter.

“Quantas pessoas mais -que poderiam ser salvas- terão que morrer de #COVID19 para que o governo dos #EUA dê ao combate à pandemia a importância que ela merece? Em vez disso, ataca os países e instituições internacionais que, como #Cuba, assumem este desafio global com solidariedade” - escreveu Rodríguez.

Do lado venezuelano, outro dos países afetados pelas sanções norte-americanas, falou também o Ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, que escreveu: “Importante declaração dos Relatores Especiais da ONU sobre Medidas Coercivas, Saúde, Alimentação, Execuções Extrajudiciais e o Perito Independente em Solidariedade Internacional. Denunciam que as sanções são mortais, muito mais duranteuma pandemia, e exigem que sejam suspensas”.

A relatora especial sobre as repercussões negativas das medidas coercivas unilaterais contra os direitos humanos, Alena Douhan, manifestou a sua insatisfação com a situação atual e afirmou que nada melhorou desde o seu pedido inicial, em abril passado, quando solicitou o levantamento do todas as sanções unilaterais que impeçam os Estados sancionados de combater adequadamente a pandemia.



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