Renúncia de Morales aprovada dois meses depois

A carta de demissão de Evo Morales e do ex-vice-presidente Álvaro García Linera foi aceita em meio a gritos e protestos na ALP.

Renúncia de Morales aprovada dois meses depois

A Assembléia Legislativa Plurinacional (ALP) da Bolívia aprovou a renúncia do ex-presidente Evo Morales, que foi forçado a deixar o cargo por causa da pressão do exército e da oposição.

Na sessão presidida por Eva Copa, senadora do Movimento ao Socialismo (MAS) e chefe da Assembléia, a carta de demissão de Morales e do ex-vice-presidente Álvaro García Linera foi aprovada por maioria de votos dois meses e 11 dias após a apresentação da renúncia.

Na sessão realizada em meio a disputas e gritos, alguns membros do MAS afirmaram que houve manipulação na contagem de votos, enquanto os representantes da União Democrática (UD) deixaram a sessão afirmando que a aprovação da renúncia foi "atemporal e injustificado".

O MAS, anteriormente liderado por Morales, que atuou como gerente de campanha para as eleições a serem realizadas em 3 de maio no país, constitui a maioria da Assembléia Legislativa Plurinacional da Bolívia.



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