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Venezuela declara o embaixador da Alemanha em Caracas como “persona non grata”

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela fez saber que o embaixador Kriener atua como figura política em claro alinhamento com a agenda de conspiração se setores extremistas da oposição.

Venezuela declara o embaixador da Alemanha em Caracas como “persona non grata”

O Governo venezuelano declarou esta quarta-feira “persona non grata” o embaixador da Alemanha em Caracas, Daniel Martin Kriener, devido às suas “recorrentes interfências em assuntos internos” e deu-lhe 48 horas para abandonar o país.

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, publicou a decisão do governo através da rede social Twitter:

“A República Bolivariana da Venezuela torna do conhecimento público a decisão de declarar o Embaixador da República Federal da Alemanha, Daniel Martin Kriener, 'persona non grata' em razão de seus recorrentes atos de ingerência nos assuntos internos do país” – escreveu Arreaza no Twitter.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela fez saber que o embaixador Kriener atua como figura política em claro alinhamento com a agenda de conspiração se setores extremistas da oposição.

O governo venezuelano acrescentou também que as atividades de Kriener vão contra as normas essenciais das relações diplomáticas e sublinhou que a posição de Kriener, na atual conjuntura política venezuelana, constitui um ato de ingerência ilícita em assuntos internos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recordou que a Venezuela é um país independente e que nunca permitirá intervenções nos seus assuntos internos. Manisfestou também a sua disposição em manter uma relação de respeito e de cooperação com todos os governos da Europa.

O presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autoproclamou-se como “presidente interino da Venezuela”, durante uma manifestação da oposição. Alguns países, desde logo os Estados Unidos e depois a Austrália, o Canadá, a Colômbia, o Peru, o Equador, o Paraguai, o Brasil, Chile, Panamá, Argentina, Costa Rica e a Guatemala. Mais tarde, o Parlamento Europeu também fez o mesmo.

Por outro lado, a Turquia, o México, a Rússia, Cuba, a China e a Bolívia, reiteraram o seu apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro, ao mesmo tempo que Maduro anunciou a sua decisão de romper relações diplomáticas e políticas com os Estados Unidos, assegurando no entanto que as relações comerciais se mantêm.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o envio de tropas para a Venezuela é uma opção.



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