O maior partido do Brasil sai do governo de coalizão de Rousseff

O maior partido do Brasil, PMDB, anuncia que está deixando o governo de coalizão da presidenta Dilma Rousseff

O maior partido do Brasil sai do governo de coalizão de Rousseff

O maior partido do Brasil anunciou nessa terça-feira (30) que está deixando a coalizão de governo da presidente Dilma Rousseff e puxando seus membros de seu governo, um partido que mutila sua luta contra o processo de impeachment no Congresso.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) decidiu em uma reunião de liderança que seus seis ministros restantes no gabinete de Dilma e todos os outros membros do partido com as nomeações do governo devem renunciar ou enfrentar um processo de ética.

Sob o sistema presidencial do Brasil, Dilma vai continuar no cargo, mas a ruptura aumenta drasticamente as chances de ela ser cassada pelo Congresso em uma questão de meses, o que colocaria o vice-presidente Michel Temer, líder do PMDB, na cadeira presidencial.

A oposição está pressionando para acusar Rousseff por supostamente violar as leis de orçamento. Seus esforços ganharam força como brasileiros têm crescido frustrados com a pior recessão em décadas e um escândalo de corrupção de vasto alcance no círculo íntimo da presidenta.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha disse que seu partido PMDB não deveria compartilhar a culpa por decisões políticas erráticas da presidente Dilma Rousseff, em anos recentes.

Dilma negou qualquer irregularidade e chamou de golpe os esforços de impeachment.

A perda do principal parceiro da coalizão de Dilma pode solicitar partidos menores para abandonar o governo, deixando a primeira mulher presidente do Brasil cada vez mais isolada como o processo de impeachment se aproxima do seu primeiro voto, que seria em meados de abril.

A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou uma viagem a uma cúpula de segurança nuclear em Washington por causa de uma crise política profunda que ameaça derrubar ela, de acordo com dois funcionários do governo.

"Desde que ela aceitou o convite as coisas mudaram radicalmente. Ela vai ficar em casa para lidar com a crise em curso", disse um dos funcionários nessa terça-feira, que pediu para não ser identificado porque a informação ainda não era pública.


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