Autoridades mexicanas seguras de que os estudantes foram mortos

O procurador geral diz que há provas suficientes para confirmar que os 43 estudantes desaparecidos foram assassinados, e de que os seus corpos foram queimados por gangs.

Autoridades mexicanas seguras de que os estudantes foram mortos

As autoridades já reuniram provas suficientes para concluir que os 43 estudantes desaparecidos há 4 meses foram assassinados, anunciou o Procurador Geral Murillo Karam na terça-feira.

A certeza das autoridades surge na sequência da detenção de Felipe Rodríguez Salgado, suspeito de ser atirador para o gang Guerreros Unidos – um cartel de droga – que confirmou as confissões de três outros detidos neste processo.

De acordo com as confissões obtidas em Novembro, estudantes universitários da Escola de Educação de Ayotninapa no estado de Guerrero (sudoeste do país), foram raptados por agentes da polícia na cidade de Iguala a 26 de Setembro. Os estudantes foram depois entregues a gangs, que os mataram e queimaram os seus corpos antes de os deixar numa lixeira em Cocula, uma cidade perto de Iguala.

“Estas declarações dos detidos foram confirmadas por provas forenses, testemunhas e outras confissões. O caso foi investigado a fundo e dá-nos a certeza legal de declarar os estudantes mortos nas circunstâncias descritas”, afirmou Murillo Karam numa conferência de imprensa.

As conclusões da investigação foram baseadas em 39 testemunhos e provas encontradas na lixeira, incluindo gásolina, diesel, rochas queimadas, pneus e uma grande quantidade de restos humanos carbozinados.

O procurador geral tem sido criticado pelos familiares das vítimas relativamente à forma como conduziu o caso, pois consideram a versão oficial como sendo implausível.

Os pais dos estudantes e organizações de direitos civis pediram ao governo que continue a investigar o caso, e em particular o exército, que segundo eles, pode estar envolvido no crime.

Ao longo dos últimos 4 meses, várias manifestações e confrontos têm ocorrido em protesto pelo desaparecimento dos jovens e contra a falta de resultados da investigação.


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