Sudão cria novo gabinete ministerial para fazer a transição para a democracia

O novo gabinete anunciou um plano económico de emergência para os próximos 200 dias.

Sudão cria novo gabinete ministerial para fazer a transição para a democracia

(Serviço AA)

O novo governo do Sudão, que inclui 18 ministros, prestou juramento perante o chefe do Conselho Soberano, o general Abdul Fatah Alburhan, e o primeiro-ministro Abdallah Hamdok, este domingo. O ministro da Informação e porta-voz do governo, Faisal Mohamed Salih, disse que o novo executivo está comprometido com os ideais da Revolução da Liberdade, Paz e Justiça, numa declaração feita à imprensa através de um comunicado após a cerimónia de juramento.

O ministro acrescentou que o novo governo irá implementar os programas da ampla coaligação política do movimento Forças de Liberdade e Mudança, composto por grupos rebeldes e associações civis, que redigiram a Carta de Liberdade e Mudança para pedir que o Presidente Omar al-Bashir fosse afastado do poder. Esse afastamento acabaria por acontecer depois de vários meses de protestos e de um golpe de estado em abril de 2 019.

O novo ministro das Finanças, Ibrahim Al-Badawi, anunciou um plano económico de emergência de 200 dias, para salvar a economia sudanesa do colapso: "A reestruturação do orçamento geral, as medidas de emergência para impedir a alta dos preços, o combate à crise de caixa, a redução da taxa de inflação e disponibilidade de moeda forte, serão os principais pontos da agenda do nosso gabinete" – indicou o ministro.

Na quinta-feira passada, o primeiro-ministro Abdallah Hamdok anunciou a composição do seu gabinete de 18 ministros. No entanto, dois ministros, incluindo os ministros do gado e da infraestrutura, não foram empossados ​​devido a consultas pendentes entre o Conselho Soberano e o primeiro-ministro.



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