Sudão do Sul vai fazer um simulacro de contenção do ébola

O exercício está previsto para o dia 16 de agosto e será realizado na capital e nas cidades fronteiriças

Sudão do Sul vai fazer um simulacro de contenção do ébola

O Sudão do Sul anunciou que vai aumentar o seu controlo do vírus ébola, depois de um surto de febre hemorrágica ter sido noticiado no país vizinho, a República Democrática do Congo (RDC).

De acordo com o Ministério da Saúde do Sudão do Sul, hoje, 16 de agosto, será realizado na capital do país, Juba, bem como nas cidades fronteiriças de Nimule e Yei, um simulacro para a contenção deste vírus letal.

"O exercício testará e validará as capacidades de detecção precoce, bem como a resposta rápida e a coordenação efetiva nos níveis nacional, estadual e comunitário, para travar o surto de ébola vindo da RDC", disse Richard Lako Lino, o responsável pela gestão de incidentes do Ministério da Saúde.

Lino disse que para já o seu país ainda está a salvo do vírus, que já matou mais de mil pessoas na RDC desde agosto de 2 018.

"O público não dever entrar em pânico se vir trabalhadores de saúde com equipamentos de proteção, ambulâncias ou outras atividades relacionadas com o ébola, já que estas são apenas parte do simulacro ", acrescentou.

O responsável sudanês informou que o exercício é um teste prático para profissionais de saúde que participaram em atividades de treino e desenvolvimento de capacidades, acrescentando que os exercícios estão de acordo com os regulamentos internacionais de saúde.

"O Ministério da Saúde assegura ao público que o vírus ébola não foi detectado no Sudão do Sul. No entanto, o público deve permanecer vigilante e informar quem apresentar os sintomas deste vírus ao centro de saúde mais próximo ou ligar para número gratuito 6666 ", acrescentou o funcionário.

Lino destacou que o Ministério da Saúde e a ONU estão a trabalhar em conjunto nos esforços de prevenção e preparação desde que surgiu o surto na RDC, e continuarão a fortalecer as medidas.

As autoridades de saúde do Sudão do Sul alertaram no passado que a entrada do ébola no país poderia estar iminente.



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