África celebra o Dia Mundial dos Refugiados com um apelo ao silenciar das armas

Numa reunião na África do Sul, os peritos instaram os líderes mundiais a abordarem as causas fundamentais da crise mundial dos refugiados.

África celebra o Dia Mundial dos Refugiados com um apelo ao silenciar das armas

O mundo precisa de encontrar uma solução para pôr fim à crise dos refugiados, abordando as suas causas fundamentais. Esta foi a tese defendida por vários oradores durante as celebrações do Dia Mundial do Refugiado, que tiveram lugar no Parlamento Panafricano em Joanesburgo.

“Quando temos reuniões desta natureza, devemos recordar-nos constantemente do nobre apelo ao silenciar das armas e à reversão dos conflitos” – afirmou Thulani Mavuso – a diretora geral interina do Departamento de Assunto Internos da África do Sul.

Segundo Mavuso, os conflitos, as perseguições e as violações dos direitos humanos, são alguns dos fatores subjacentes responsáveis pelo afastamento forçado das pessoas.

A África do Sul alberga quase 120 mil refugiados e está decidida a proteger todos aqueles que fogem de conflitos e da perseguição nos seus países de origem. Só no ano passado, a África do Sul atribuiu a 1 600 pessoas o estato de refugiado.

“Nos últimos anos, o governo da África do Sul, através do Departamento de Assuntos Internos, investiu na melhoria dos serviços nos nossos centros de receção de refugiados, para garantir a dignidade às pessoas que foram forçadas a sair dos seus próprios países” – afirmou Thulani Mavuso.

Várias organizações, incluindo o Departamento de Assuntos Internos, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Parlamento Panafricano e o Mecanismo de Revisão de Pares Africanos, realizaram uma mesa redonda por ocasião do Dia Mundial do Refugiado.

“Para pôr fim ao problema dos refugiados, os nossos líderes deveriam oferecer aos seus cidadãos justiça e desenvolvimento económico” – afirmou Egide Ndayishimiye – um dos membros do painel.

“Precisamos de um diálogo global para encontrar a paz nas zonas de conflito, para acabar com a crise dos refugiados” – afirmou Maynard Julius Chanda Misapa, o alto comissário adjunto para a Zâmbia na África do Sul.

As guerras civis, o terrorismo e a perseguição política, obrigaram milhões de pessoas em todo o mundo a fugirem das suas casas.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, África tem mais de 6 milhões de refugiados e é um dos continentes com mais pessoas deslocadas em todo o mundo.



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