Elaborado na Espanha o primeiro 'atlas' de proteínas para prever o câncer de mama mais agressivo

Cientistas espanhóis conseguiram criar o primeiro 'atlas' que inclui seis proteínas dominantes ligadas ao tumor.

Elaborado na Espanha o primeiro 'atlas' de proteínas para prever o câncer de mama mais agressivo

Sob o nome de câncer de mama, são incluídos três tipos que apresentam prognóstico e resposta diferentes ao tratamento, sendo o mais agressivo e desconhecido o chamado triplo negativo. Agora, cientistas espanhóis conseguiram criar o primeiro 'atlas' que inclui seis proteínas dominantes ligadas ao tumor.

Assim, graças à "ordem foi colocada" neste câncer de mama, os pesquisadores conseguiram estabelecer uma relação entre um determinado padrão de proteína e um prognóstico ou resposta às drogas, e identificar novos alvos farmacológicos, para os quais em alguns casos já existem medicamentos na prática clínica.

Até agora, sabia-se que o câncer de mama triplo negativo é devido a numerosas mutações que atuam em conjunto e em combinações únicas para cada caso, mas nenhum sinal bioquímico predominante e repetido foi descrito nos pacientes.

Em contraste, os outros dois subtipos de câncer da mama, que expressam receptores -proteínas- hormona feminina (dependente de hormonas) e contendo os níveis de receptores HER2 exacerbado tinha sido alcançados e existem tratamentos específicos eliminados grandemente medir as células tumorais.

A heterogeneidade do triplo negativo, portanto, impediu a definição de fatores preditivos, o que fez com que a quimioterapia convencional permanecesse como a principal opção.

A pesquisa foi realizada em amostras tumorais de 34 doentes e os resultados foram validados com 170 pacientes.

Algumas dessas proteínas já haviam sido estudadas antes, mas "até agora não havia razão para notá-las": agora sabe-se que essas seis quinases desempenham um papel fundamental nesse tipo de câncer.

Essas seis proteínas podem ser inibidas farmacologicamente e contra três delas já existem drogas em uso - usadas por exemplo para outros tumores como o melanoma. EFE



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