OMS: "O sistema de saúde venezuelano foi reduzido em 20%"

A crise que a Venezuela atravessa nos últimos anos reduziu a capacidade de atendimento médico no país sul-americano entre 15 e 20%.

OMS: "O sistema de saúde venezuelano foi reduzido em 20%"

 

Genebra, 3 dez (EFE) - A crise na Venezuela nos últimos anos reduziu em 15 a 20 por cento a capacidade de atendimento médico no país sul-americano, admitiu o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa. 

"Estimamos que os serviços de saúde foram reduzidos para 80-85 por cento, com muitos médicos e enfermeiras que deixaram o país", disse Tedros depois de afirmar que a Venezuela "enfrenta dificuldades sociais, políticas e econômicas".

O chefe da OMS também lembrou que o território venezuelano sofreu um aumento de doenças como o sarampo, a difteria e a malária, contra o qual o organismo internacional está tentando cooperar com o governo de Nicolás Maduro por meio de assistência técnica e campanhas de vacinação.

"Ao mesmo tempo, estamos trabalhando com países vizinhos como Colômbia, Brasil, Peru ou Equador, recebendo refugiados (venezuelanos), para tentar garantir que essas deficiências nos serviços de saúde sejam remediadas", acrescentou Tedros. 

As Nações Unidas anunciaram na semana passada que seu Fundo Central de Resposta a Emergências destinará US $ 9,2 milhões a programas de assistência nutricional para grupos de risco e assistência emergencial à saúde na Venezuela.

Tedros não deu detalhes sobre essa assistência e não confirmou o grau de envolvimento da OMS nesses programas, que representam o primeiro carregamento de ajuda humanitária da ONU para o regime de Maduro, que por muito tempo tem resistido em reconhecer que seu país enfrenta uma crise humanitária. EFE



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