ONU: há pessoas a morrer de desnutrição na Venezuela

Bachelet, que assumiu o posto de alta comissária para os direitos humanos na semana passada, disse que o êxodo de venezuelanos demonstra a importância de proteger os direitos humanos em todas as circunstâncias.

ONU: há pessoas a morrer de desnutrição na Venezuela

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, disse esta segunda-feira que desde o passado mês de junho, recebe continuamente informações sobre casos de mortes relacionadas com a desnutrição e doenças que se podem prevenir na Venezuela.

No seu primeiro discurso perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, a nova alta comissária disse que no mesmo período continuaram as denúncias de detenções arbitrárias, maus tratos e restrições à liberdade de expressão nesse país.

"O governo não mostrou abertura para uma prestação de contas genuína", defendeu, em referência às violações dos direitos humanos documentadas pela ONU durante os protestos maciços de 2 017.

Bachelet, que assumiu o posto de alta comissária na semana passada, disse que o êxodo de venezuelanos demonstra a importância de proteger os direitos humanos em todas as circunstâncias e, neste caso particular, de ajudar os países que os estão a receber.

A nova alta comissária avaliou em 2,3 milhões o número de pessoas que fugiram do país até ao passado dia 1 de julho, o que equivale a 7% da população total.

As razões indicadas para este fenómeno foram "a falta de alimentos e de acesso a medicamentos essenciais e a atendimento médico", bem como "a insegurança e a perseguição política".

Bachelet mencionou que este movimento não está a abrandar, antes pelo contrário. 800 venezuelanos saem todos os dias do países através da fronteira com o Brasil.

Além disso, mencionou que 4 000 venezuelanos chegaram diariamente ao Equador na primeira semana de agosto, e que houve 50 000 saídas de venezuelanos para a Colômbia num período de três semanas em julho.



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