Governo dos EUA se uniu aos rebeldes militares venezuelanos, segundo o NYT

O governo dos Estados Unidos realizou várias reuniões secretas com militares rebeldes da Venezuela contra o presidente Nicolás Maduro

Governo dos EUA se uniu aos rebeldes militares venezuelanos, segundo o NYT

Nova York, 8 set (EFE) .- O governo dos Estados Unidos realizou várias reuniões secretas com opositores da Venezuela contra o presidente Nicolás Maduro, informou hoje o New York Times, citando autoridades dos EUA e ex-comandante militar venezuelano.

Segundo o jornal, as reuniões começaram no outono do ano passado e continuaram até este ano, e durante essas conversas, realizadas no exterior, os militares venezuelanos garantiram ao governo dos EUA que representavam centenas de membros das forças armadas que discordavam com Maduro.

A Casa Branca, pedindo esta informação, disse ao jornal em um comunicado que era necessário participar de um "diálogo com todos os venezuelanos que expressam o desejo de restaurar a democracia", a fim de "trazer mudanças positivas para um país qu sofreeu muito sob o governo de Maduro. "

Um alto funcionário do governo dos EUA disse ao NYT que "depois de muita discussão, acordaram que devemos ouvir o que queria dizer", mas em última análise, as negociações não tiveram o resultado desejado pelos venezuelanos e as autoridades dos EUA decidiram não apoiar os militares rebeldes.

O jornal lembrou que no ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse que tinha uma "opção militar" para a Venezuela.

No entanto, este sábado, apesar de não negar a informação publicada pelo Daily News, a Casa Branca adotou um tom mais conciliador e expressou sua "preferência" por um "retorno à democracia na Venezuela pacífica e ordenada".

"O governo dos EUA ouve preocupações diárias de venezuelanos de todos os tipos, se os membros do partido no poder, as forças de segurança, representantes da sociedade civil ou qualquer um dos milhões de cidadãos forçados pelo regime a abandonar o país ", disse Garrett Efe Marquis, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca (NSC, em Inglês). EFE



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