Candidato presidencial brasileiro de extrema direita apunhalado durante ação de campanha

Jair Bolsonaro, deputado federal e militar na reserva, foi apunhalado quando estava a ser carregado em ombros pela multidão no centro da cidade de Juiz de Fora, a segunda maior cidade do estado de Minas Gerais.

Candidato presidencial brasileiro de extrema direita apunhalado durante ação de campanha

O candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSL) chegou ao hospital na quinta-feira num estado "muito grave", com risco de morte, mas já se encontra em situação estável e reagiu "satisfatoriamente" à operação a que foi submetido após ser esfaqueado.

A informação foi confirmada em conferência de imprensa pelos médicos da Santa Casa da Misericórdia da cidade de Juiz de Fora, que submeteram o candidato a uma delicada cirurgia de duas horas para tratar um corte numa veia no abdómen que lhe provocou uma grave hemorragia, bem como três ferimentos no intestino delgado e outro no cólon transverso.

O deputado foi esfaqueado quando era carregado em ombros no meio de uma multidão numa rua central de Juiz de Fora.

"As lesões graves que ameaçavam a sua vida foram identificadas e tratadas na cirurgia, e ele já se encontra numa unidade de cuidados intensivos, em estado grave, mas está estável neste momento", explicou o cirurgião Luiz Henrique Borsato, que comandou a equipa médica responsável pela operação.

"Respira normalmente, recuperou a consciência, reconheceu os seus filhos, conversou com eles e a sua pressão e o seu ritmo cardíaco estão normais", acrescentou.

O médico explicou que, apesar do ataque se ter limitado a uma única perfuração, a faca usada pelo agressor atingiu vários órgãos e uma veia, razão pela qual o deputado sofreu uma grave hemorragia que lhe provocou um choque hipovolémico (quando o coração não recebe um fluxo normal de sangue).

"Além da hemorragia, tratada com sutura venosa, as outras três lesões no intestino também foram suturadas, mas a do cólon, no intestino grosso, ainda não foi fechada porque havia uma contaminação de sedimentos no abdómen e, por isso, foi submetido a uma colostomia (bolsa externa para depositar temporariamente os sedimentos)", acrescentou o cirurgião, que esclareceu que a operação foi aberta e não laparoscópica, como tinha se informado inicialmente. Os médicos disseram ainda não poder prever quando darão alta ao candidato nem quanto vai demorar a recuperação, já que isso varia em cada paciente. Os médicos admitem no entanto que a recuperação após as primeiras horas de cirurgia foi muito satisfatória.



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