Treze países tentam chegar a acordo para enfrentar a emigração da Venezuela

O encontro que começou ontem em Quito e se prolonga durante o dia de hoje, reúne as autoridades da Argentina, Brasil, Costa Rica, Colômbia, Chile, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Bolívia, Uruguai e a República Dominicana.

Treze países tentam chegar a acordo para enfrentar a emigração da Venezuela

Os representantes de 13 países da América Latina estão reunidos na capital do Equador, Quito, para tentar chegar a acordo sobre como enfrentar a emigração de cidadãos da Venezuela. Nos últimos 4 anos, 2,5 milhões de venezuelanos deixaram o seu país.

No encontro de dois dias em Quito, estão presentes responsáveis de questões como a mobilidade humana, migração, políticas consulares, desenvolvimento e integração, da Argentina, Brasil, Costa Rica, Colômbia, Chile, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Bolívia, Uruguai e a República Dominicana.

Ontem, na abertura da reunião, o ministro equatoriano dos Negócios Estrangeiros, Andrés Terán, disse que a região se depara atualmente com uma “crise migratória”, depois dos venezuelanos se terem visto obrigados a deixar o seu país “afetado por uma profunda crise económica, política e institucional”.

Segundo as cifras da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR), nos últimos 4 anos quase 2,5 milhões de venezuelanos deixaram o seu país.

Terán acrescentou ainda que a crise migratória Venezuela se tornou “particularmente grave” ao longo deste ano, e que o Equador já recebeu mais de um milhão de imigrantes venezuelanos desde 2 014, sendo que só este ano chegaram 600 mil. Mas do total de venezuelanos no Equador, apenas 90 mil têm vistos de residência.

O ministro equatoriano dos Negócios Estrangeiros considera que o atual “fluxo migratório massivo e incomum de venezuelanos requere solidariedade internacional concertada, robusta, eficiente e adequadamente coordenada, com uma abordagem regional integral”.



Notícias relacionadas